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Open banking

09 jun 20

Educação Financeira Tecnologia

O que é open banking?

Entenda o sistema que promete transformar o mercado financeiro.

Já ouviu falar em open banking?

O termo que volta e meia aparece nas notícias de economia pode parecer estranho pra muita gente, mas é algo que logo, logo fará parte da rotina dos brasileiros.

Open banking é, ao mesmo tempo, um conceito e uma plataforma. 

Conceitualmente, é o entendimento que os dados bancários pertencem ao cliente e não à instituição bancária. Sendo assim, por que não permitir que esse cliente, a seu critério, utilize esses dados para buscar, em outras empresas, produtos e serviços que atendam melhor às suas necessidades?

Para que isso seja possível, será desenvolvida uma espécie de plataforma que permitirá a integração das chamadas interfaces de programação de aplicativos ou APIs (Application Programming Interface). 

Como funciona o open banking?

Na prática, o open banking dará liberdade e autonomia aos clientes, que poderão acessar e compartilhar seus dados financeiros com outras empresas e serviços - lembrando que essa liberação de dados será feita apenas mediante autorização expressa do cliente. 

Quando regulamentado e implementado no Brasil, o sistema permitirá que os usuários façam movimentações bancárias utilizando diferentes plataformas e aplicações, e não apenas os canais oferecidos pelo seu banco. A intenção é deixar o sistema bancário menos burocrático, mais transparente e competitivo. 

Para permitir isso, será necessário que as instituições façam uma adequação em parte de seus sistemas, de forma que seja possível integrar as respectivas interfaces, compartilhar seus dados e realizar transações de forma segura. É aqui que entram as APIs. 

Afinal, o que são APIs?

Interface de programação de aplicativos ou API (Application Programming Interface) é um conjunto de rotinas de programação que permitem que sistemas ou aplicativos conversem entre si. 

Empresas de tecnologia costumam ter APIs abertas, como, por exemplo, o Google Maps, serviço de mapas do Google, que permite integrar sua interface com outros sites e plataformas. 

Sabe quando você acessa um novo app ou site que solicita cadastro e lá existe a opção de logar com seu perfil numa rede social? Isso é possível graças às APIs abertas dessa rede social. 

A ideia com o open banking é que bancos e empresas financeiras tenham APIs abertas, com interfaces padronizadas que viabilizem a criação de novos produtos, aumentando assim a competitividade no setor. 

Sempre, é claro, respeitando a autonomia das instituições no desenvolvimento de produtos e adotando todos os procedimentos de segurança necessários. 

Quais as vantagens do open banking?

Existem vários modelos de open banking sendo testados e cada país estuda uma forma de regulamentar e executar em seu mercado financeiro. Porém, existem vantagens que são comuns no sistema: 

  • Empoderamento do cliente: redução da burocracia institucional e maior autonomia para o cliente acessar e utilizar seus dados bancários como quiser, de forma automatizada e segura. 
  • Redução de custos: APIs abertas integram sistemas e dispensam a utilização de intermediários, o que torna qualquer processo mais rápido e barato. 
  • Competitividade no setor: sabendo o que os clientes precisam e com acesso às informações e registros, será possível que várias empresas criem novos e melhores produtos, tornando o mercado mais competitivo. 

O que precisa ser feito?

Para que o open banking funcione da forma como deve, é preciso atenção principalmente ao que diz respeito à segurança das informações. 

Nos países que já testam o sistema, como a Inglaterra, foram criadas leis e regras para impedir o uso indevido dos dados de clientes. Além disso, também é possível retirar, de forma imediata, o acesso aos dados, caso o cliente não queira mais compartilhá-los com uma empresa ou serviço. 

É preciso garantir um ambiente seguro para os usuários e criar mecanismos de controle que deem autonomia ao cliente.

Em que pé estamos?

Banco Central (BC) e Conselho Monetário Nacional (CMN) regulamentaram, em maio deste ano, o open banking no Brasil. 

A partir dessa regulamentação, a implementação seguirá um cronograma com início em novembro de 2020 e previsão de conclusão para outubro de 2021.

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