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Portabilidade e Interveniente Quitante

13 jul 20

Crédito Educação Financeira

Portabilidade e Interveniente Quitante: entenda o que são e as diferenças.

Os nomes já assustam: Interveniente Quitante (IQ) e Portabilidade. Nem sempre é fácil entender esses termos complicados. Encaixar esses conceitos na sua realidade financeira se torna impossível se você não compreende como eles funcionam. 

Por isso, criamos esse material explicativo sobre o funcionamento de cada uma dessas modalidades e a diferença entre elas. Vamos lá? 

Portabilidade

A Portabilidade é, basicamente, a transferência do saldo devedor bancário, de empréstimos ou financiamentos, para uma outra instituição financeira. Mediante liquidação antecipada da operação na instituição original pela nova instituição. 

O intuito dessa operação é obter menores taxas e melhores condições gerais de crédito, levando em conta a capacidade de pagamento do cliente. 

Antes de realizar a transferência da dívida bancária, primeiro é preciso pesquisar as taxas praticadas pelas instituições financeiras e verificar se o banco escolhido aprova o cadastro. 

A portabilidade só será interessante se os juros oferecidos pela nova instituição financeira forem menores do que as taxas atuais do financiamento imobiliário. Também é preciso considerar outros custos da transação e avaliar se vale a pena continuar com a transferência. 

Ao fazer a transação, o contrato original é encerrado e a portabilidade de crédito é averbada na matrícula do imóvel. Nesse caso, necessariamente, o valor do empréstimo, o prazo de pagamento e demais condições permanecem.

Interveniente Quitante (IQ)

É comum pensar que quando se financia, refinancia ou ao fazer um empréstimo com garantia imobiliária, esse imóvel só poderá ser utilizado para uma nova operação financeira após a quitação total do saldo devedor. O Interveniente Quitante é a alternativa para permitir transações desse tipo.

IQ é a operação realizada para refinanciar com aporte ou usar como garantia de empréstimo, um bem já alienado em outra empresa, ou seja, uma propriedade já atrelada, através de alienação fiduciária e com matrícula averbada, a outro contrato até a quitação das parcelas. 

A lei define que nenhum bem pode estar sob alienação em duas empresas ao mesmo tempo. Portanto, para solucionar, a nova instituição financeira — ou seja, o Interveniente Quitante —, deverá quitar o restante do saldo devedor do primeiro empréstimo.

Vamos usar um exemplo para explicar melhor. 

Imagine o seguinte cenário: João tinha uma boa renda fixa e comprou um apartamento financiado em 30 anos, no entanto a sua renda foi drasticamente reduzida depois de quitar 80% do saldo do financiamento e João ainda tem outros compromissos financeiros a cumprir. 

Ele decide fazer um empréstimo e quer utilizar o seu apartamento como garantia, para isso procura um banco que faça a quitação do saldo devedor na instituição onde o imóvel está financiado e que ofereça empréstimo com taxas de juros menores do que a instituição atual. 

A nova instituição quita o financiamento com a instituição antiga e o apartamento será colocado em outra alienação fiduciária, para liberação de uma nova linha de crédito. Dessa forma, João poderá refinanciar o saldo devedor, com novas condições, e a quantia já paga poderá ser tomada com um aporte (dinheiro) para ajudá-lo até estabilizar as finanças. 

Diferenças entre Portabilidade e Interveniente Quitante

Portabilidade e Interveniente Quitante são transações similares, em ambas o clientes busca por melhores condições e o banco novo precisa quitar o saldo devedor com o banco anterior. 

Confira agora as principais diferenças entre essas modalidades. 

No IQ, a nova instituição financeira deve quitar as parcelas restantes do primeiro contrato. Isso quer dizer que o saldo devedor não passa de uma empresa para outra, como se fosse o mesmo contrato. Por isso, esse processo não pode ser considerado uma transferência.

Além disso, nas portabilidades de crédito não acontece o chamado aporte, ou seja, não é possível fazer essa transação para conseguir recursos, apenas para redução de taxas e melhoria de condições gerais do financiamento. 

Como solicitar IQ ou Portabilidade?

  • Comece organizando suas finanças: o passo inicial sempre será colocar suas contas e ganhos na ponta do lápis. 
  • Entenda a dívida: estude o saldo devedor do seu financiamento, o Custo Efetivo Total (CET) e todas as taxas e custas da dívida que já existe. 
  • Entenda de quanto precisa: calcule exatamente o valor que precisa pegar emprestado ou quanto pode pagar mensalmente, sem aperto, no seu financiamento. Os valores devem ser coerentes com sua renda e com as suas despesas mensais.  
  • Faça uma pesquisa: avalie as taxas, custas e condições oferecidas em várias instituições para IQ e Portabilidade. Compare e escolha a mais benéfica para as suas finanças. 

Aqui no Bari, procuramos entender suas necessidades e orientar você a fazer a melhor escolha para sua saúde financeira, tudo é feito digitalmente para sua segurança e conforto. Tem interesse em conhecer melhor nossos produtos e serviços? Faça uma simulação e aguarde o nosso contato. 

Texto de Aura Khemani - Sales Development Representative (SDR) no Banco Bari.

Ficou com alguma dúvida sobre IQ e portabilidade? Mande pra gente nos comentários. Siga Banco Bari nas redes sociais. 

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