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Qual a diferença entre hipoteca e home equity?

14 FEV 22
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Existem várias operações de crédito e financiamento, e os conceitos podem ser complexos e diversos. Uma confusão comum tem relação com a diferença entre hipoteca e home equity. Afinal, eles não são sinônimos? Na verdade, não.

Apesar de serem formas de empréstimo bancário e apresentarem condições semelhantes, há características específicas que os diferenciam. Qual é o melhor? Tudo depende do que você precisa.

Para entender melhor, é importante entender como cada um deles funciona. Vamos explicar melhor neste post. Acompanhe.

O que é o home equity?

Também chamado de refinanciamento ou empréstimo com garantia de imóvel, o home equity é uma linha de crédito. Ele prevê que uma propriedade é oferecida como garantia pelo valor emprestado.

Assim, há redução da taxa de juros e melhores condições de pagamento, já que o bem é utilizado para quitação da dívida em caso de inadimplência. No entanto, essa é a última alternativa, já que várias tentativas de negociação são feitas antes de chegar a esse ponto.

Para ter uma ideia, a taxa começa em 0,85% ao mês, com prazo de pagamento de até 15 anos. O valor máximo para financiamento equivale a 60% do valor do imóvel. Ou seja, se o preço venal for de R$ 500.000, é possível solicitar até R$ 300.000 de home equity.

Por permitir a obtenção de uma quantia maior, o home equity é indicado para quem deseja fazer qualquer coisa. Pode ser para comprar outro imóvel, reformar o imóvel, abrir uma empresa ou pagar dívidas.

Como surgiu o home equity?

Essa modalidade de crédito surgiu a partir de 2007 no Brasil. Porém, já era conhecida em outros países. Desde sua chegada ao país, a modalidade vem ganhando adeptos e gerando mais curiosidade: a busca pelo empréstimo com garantia de imóvel apresentou alta de 62% somente no primeiro semestre de 2021.

Qual a garantia do home equity?

O refinanciamento de imóvel aceita diferentes tipos de bens como garantia. Os principais são:

  • Casa;
  • Apartamento;
  • Terreno;
  • Sala comercial.

Qualquer um deles deve cumprir alguns pré-requisitos, que podem variar conforme a especificidade. Os requisitos gerais são: o imóvel precisa estar no nome de quem solicita o empréstimo, estar em área urbana, ter 50% ou mais do valor já quitado e estar em boas condições de uso.

É importante reforçar que o imóvel passa por um processo de alienação fiduciária. Ou seja, você tem a posse, mas a propriedade é do credor até que a dívida seja totalmente quitada. 

O que é a hipoteca?

ilustração de homem e mulher em frente a uma casa conversando. Atrás da casa há notas de dinheiro, e moedas saem como se fossem fumaça da chaminé. Ilustração para o conteúdo sobre a diferença entre hipoteca e home equity

A hipoteca é um empréstimo bancário em que o imóvel fica como garantia. A diferença é que o bem não fica alienado. Ele permanece no seu nome, o que representa um risco a mais para a instituição financeira.

Para você, esse é o sinal de cobrança de uma taxa de juros mais elevada. O percentual depende do banco credor. Além disso, a operação é mais burocrática e menos eficiente, porque envolve certas barreiras legais.

Por exemplo, como o imóvel continua em nome do titular do empréstimo, é normal ser exigido um fiador com salário fixo ou outros bens no nome do proprietário. Assim, esses fatores fazem com que a modalidade seja pouco conhecida no Brasil.

Ainda assim, essa opção de empréstimo é indicada para qualquer pessoa. Isso porque o dinheiro pode ser usado para qualquer finalidade. As taxas de juros e valor máximo passível de solicitação dependem da instituição financeira. 

Como surgiu a hipoteca?

A hipoteca existe desde a antiguidade e vem da época do Direito Romano. Por isso, é inviável determinar seu começo de fato. De toda forma, ela é praticada no Brasil, mas vem caindo em desuso.

Até mesmo porque o Código Civil determina que o imóvel pode ser negociado mesmo se estiver como garantia dessa modalidade. Essa é uma notável diferença entre hipoteca e home equity, já que não existe a alienação fiduciária nesse modelo.

Qual a garantia da hipoteca?

Aqui, a garantia também é o próprio imóvel. O que muda é a ausência da alienação fiduciária: o titular do empréstimo deve continuar sendo proprietário do bem até a quitação da dívida. Se ele for negociado antes do tempo, será necessário pagar o restante à vista, porque o crédito expira.

Qual a diferença entre home equity e hipoteca?

Agora que você viu os detalhes de cada uma das modalidades, fica mais fácil entender as diferenças entre home equity e hipoteca. Apesar de ambos serem empréstimos que usam o imóvel como garantia, seu funcionamento é diferente. Veja quais são os principais pontos de divergência.

Posse do imóvel

No home equity, o bem fica alienado. Portanto, a propriedade passa para o credor até a quitação da dívida. O titular do empréstimo detém somente a posse. 

Já na hipoteca, o imóvel continua no nome da pessoa. Em caso de inadimplência, a instituição financeira precisa entrar na justiça para fazer a cobrança.

Riscos

O refinanciamento de imóvel é mais seguro para o credor justamente devido à alienação. Caso haja a inadimplência, o bem vai a leilão para pagar a dívida.

No caso da hipoteca, o processo judicial demora mais e há mais despesas para o banco reaver a propriedade.

Taxas de juros

A cobrança do home equity é mais baixa do que a da hipoteca. Isso porque, apesar de ambos terem a mesma garantia, o refinanciamento tem a alienação fiduciária.

Qual a diferença entre hipoteca e financiamento?

O financiamento imobiliário é uma linha de crédito voltada para a compra do imóvel. Você não precisa fornecer garantia, mas passará por uma análise de crédito para comprovar sua capacidade de pagamento. O valor obtido deverá ser utilizado para a aquisição do bem.

Por sua vez, a hipoteca exige já ter um imóvel e apresentá-lo como garantia da operação. O dinheiro conseguido pode ser usado para qualquer finalidade, inclusive a compra de outro bem igual.

Portanto, fica claro que a principal diferença entre hipoteca e home equity é justamente a alienação fiduciária. Isso traz impactos em outros aspectos da negociação, o que faz o refinanciamento imobiliário ser mais atrativo devido à redução das taxas de juros.

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