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Selic em alta: o que muda para o seu bolso

15 JUN 21
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A taxa básica de juros é um importante medidor da economia e tem impacto direto na vida — e no bolso — de cada um. Após uma série de quedas que levaram a Selic ao patamar histórico de 2%, o ciclo de altas voltou e na reunião de hoje o Copom deve aumentá-la pela terceira vez consecutiva, como já sinalizado no último encontro, para 4,25%. Há também quem considere um aumento de 1 ponto. Seja como for, não deve parar por aí: a edição mais recente do Relatório Focus, mostra que o mercado já espera que a taxa termine em 6,25% ao ano. 

Apesar de uma alta da Selic levar de seis a nove meses para surtir efeito, é importante entender os impactos dela que vão desde no valor do crédito e no consumo até retorno dos investimentos e em financiamentos imobiliários.

Preços mais controlados

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Ao aumentar a taxa, o esperado é desacelerar a economia, diminuindo ou controlando a inflação. Isso significa que um primeiro impacto seria queda nos preços ao consumidor ou pelo menos mantê-los estáveis. A disparada da inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) já vem pesando no bolso: subiu 0,83% em maio — a maior taxa para o mês em 25 anos — e já têm estimativas de que a inflação poderá fechar o ano perto de 7%. 

Juros de crédito e financiamentos mais altos

É verdade que um aumento na taxa também impacta os juros de crédito, parcelamento e cheque especial, que ficam mais altos. Porém, essas taxas de linhas de crédito funcionam de acordo com a expectativa do mercado. Assim, quando já é esperado um aumento da Selic, elas já vêm subindo nos últimos meses antes da alta oficial da taxa de juros. Segundo a Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a taxa de juros média geral para pessoa física cresceu 1,38% no mês, chegando a 5,88% em maio — a maior taxa de juros desde dezembro de 2019.

Ilustração mostra pessoas cercadas por ícones lúdicos que remetem a finanças como gráficos cédulas de dinheiro e moedas.

Os financiamentos de imóveis também são impactados. Quando a taxa de juros aumenta, crescem também os custos de captação de recursos dos bancos, que tendem a repassá-los ao tomador de crédito. No entanto, esse aumento não deve acontecer agora. Para economistas, há ainda uma janela para quem procura esse tipo de financiamento. Como a queda da Selic ainda não havia sido repassada completamente para essas taxas, no curto prazo esse aumento da Selic não deve afetar as taxas pelo menos até o final do ano. Tendo em vista esse cenário, este é o momento para comprar imóvel financiado aproveitando taxas sem ajustes.

Mudanças na rentabilidade dos investimentos 

Um aumento na Selic volta a tornar mais atrativo os investimentos em Renda Fixa atrelados à CDI, como os CDBs, LCI e LCA. Ainda que a taxa de juros ainda não esteja igual ou acima da inflação (de 8,06% no acumulado dos últimos 12 meses) o CDI acompanha a Selic, o que significa que um aumento na taxa aumenta a rentabilidade da renda fixa. O mesmo acontece com os investimentos no Tesouro. 

E para quem pensa aplicar ou já tem dinheiro aplicado na poupança, essa modalidade de investimento continua sendo uma má ideia: rende apenas 70% da Selic, ou seja, com a taxa abaixo de 8,5%, a rentabilidade da poupança está abaixo da inflação.

Conteúdo produzido em parceria com o Canal Meio.

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