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O que significa e quais os impactos do aumento do IOF?

06 DEZ 21
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O aumento do IOF passou a vigorar em setembro e impacta boa parte das operações financeiras. Nesse processo, o custo de empréstimos e financiamentos se eleva. Entenda mais sobre o aumento da alíquota do IOF.

O Brasil tem alta carga tributária. Essa situação é tão gritante que o peso dos impostos representou 31,64% do Produto Interno Bruto (PIB) do País em 2020. Ou seja, de cada R$ 100 gerados por indústria, serviços e comércio, R$ 31,64 servem para o pagamento de tributos. Nesse cenário, qualquer aumento do IOF impacta o bolso da população.

Por que? A explicação é simples. O IOF é um tipo de imposto. Portanto, quando sua alíquota é elevada, automaticamente certos produtos e serviços ficam mais caros. Por mais que o consumidor não perceba esse efeito de forma direta, ele existe e precisa ser entendido.

Para ajudar nessa tarefa, criamos este artigo. Aqui, você vai entender de forma prática quais foram as mudanças no IOF e de que maneira você precisa se preparar. Acompanhe!

O que é o IOF?

O Imposto sobre Operações Financeiras é um tributo aplicado em boa parte das movimentações bancárias. Atualmente, seu objetivo é gerar faturamento para a União. No entanto, ele foi criado para a regulação da economia. Isso porque o IOF permite avaliar a demanda econômica do país.

Em outras palavras, essa é uma forma de entender como está a oferta e a demanda. Assim, o governo descobre como está a busca por crédito e outras operações financeiras. Por esse motivo, ele é cobrado de pessoas físicas e jurídicas em diferentes movimentações. Entre elas estão aquelas relativas a:

  • Câmbio;
  • Empréstimos;
  • Seguros;
  • Títulos e valores mobiliários.

O que significa aumento do IOF?

O aumento do IOF representa a cobrança de uma alíquota mais alta nas operações financeiras. Dessa vez, a mudança é temporária. Segundo o anúncio do governo federal em 16 de setembro, o encargo mais elevado segue até 31 de dezembro.

Na prática, isso significa que o crédito fica mais caro, pelo menos, até essa data. O propósito dessa decisão é alcançar a arrecadação de R$ 2,14 bilhões. O dinheiro será utilizado para o custeio do Auxílio Brasil, programa substituto do Bolsa Família.

Quem aumenta o IOF?

ícone de um homem tocando em uma tela/caderno com um checklist e reorganizando as tarefas

Essa decisão é tomada pelo governo federal via Ministério da Economia. No aumento do IOF de 2021, a alíquota passou de 3% para 4,08% para pessoas físicas. Para empresas, a taxa foi de 1,5% para 2,04%.

Ainda é importante lembrar que esse tributo teve sua cobrança suspensa de abril de 2020 até janeiro de 2021. O motivo foi a pandemia, que desacelerou a economia. Portanto, a medida teve o intuito de ajudar na recuperação do País.

Quando começa a valer o aumento do IOF?

As mudanças no IOF foram anunciadas em setembro de 2021 e entraram em vigor no dia 20 do mesmo mês. Como destacamos, a regra segue até o dia 31 de dezembro. Em 2022, a expectativa é que a alíquota volte para o patamar inicial.

No entanto, vale a pena reforçar que esse imposto tem uma taxa fixa e uma diária. O aumento da alíquota do IOF é válido apenas para o segundo caso.

Quais áreas são impactadas com o aumento da alíquota do IOF?

Apesar de parecer algo simples, o aumento do IOF impacta o bolso de todos os brasileiros. Para começar, a maioria das operações de crédito se tornaram mais caras. Na prática, isso envolve:

  • Empréstimos;
  • Financiamentos de veículos e imóveis;
  • Rotativo do cartão de crédito ao pagar o mínimo da fatura;
  • Uso do limite do cheque especial;
  • Parcelamento da fatura do cartão de crédito.

As empresas também sofrem impactos. Alguns exemplos são a contratação de capital de giro, a antecipação de recebíveis e a realização de empréstimos.

Para entender melhor como esse aumento do IOF funciona, veja o seguinte exemplo. Imagine que você contrate um empréstimo de R$ 10.000 para pagar em 12 parcelas. No final, isso incidirá o pagamento de R$ 142 a mais devido à nova alíquota.

Ou seja, você pagará a mesma quantia que seria cobrada com o imposto antigo mais esses R$ 142 a mais do exemplo e ainda as taxas de juros praticadas, que dependem da instituição financeira.

Já no caso de um empréstimo de R$ 1.000 com pagamento durante 12 meses, o total de IOF incidente seria de R$ 44,61. Com a alíquota antiga, seria de R$ 33,73. Ou seja, o aumento seria de R$ 10,88, o que representa 32,25% a mais.

Além disso, é importante lembrar do crescimento da Selic. A taxa básica de juros vem aumentando e pode ser ainda mais elevada com o objetivo de frear a inflação. O problema é que ela regulamenta a maioria das operações financeiras. 

Assim, o Custo Efetivo Total (CET) da operação se torna muito maior. Tenha em mente que o importante é essa alíquota, porque ela abrange taxa de juros, IOF e outros encargos. Por isso, a dica é sempre olhar esse índice antes de contratar uma operação financeira.

Portanto, o aumento do IOF traz impactos significativos para a sua vida. Especialmente, se você precisa de crédito. Caso esse não seja o caso, ainda poderá ser uma “vítima” dessas mudanças, por exemplo, ao pagar uma conta via cartão de crédito. Por isso, vale a pena entender bem esse assunto.

Agora, se o seu objetivo é gerar renda passiva, saiba que a taxa de juros elevada traz oportunidades. Quer saber quais são elas? Veja onde investir agora que a Selic está em alta.

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