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Correspondente bancário: como ser um e tudo o que você deve saber sobre a profissão

27 SET 21
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Veja como é simples se tornar um correspondente bancário de sucesso e aumentar os seus ganhos.

Para quem quer empreender, ou talvez conseguir uma renda extra para o negócio, atuar como correspondente bancário pode ser ideal. 

Mas você sabe o que é um correspondente bancário, como funciona e que serviços presta? Aqui, vamos explicar tudo o que você precisa fazer para ser um correspondente de instituição financeira. Vamos lá?

O que é um correspondente bancário?

De acordo com o Banco Central do Brasil (Bacen), correspondentes bancários são empresas (Pessoas Jurídica) que prestam serviço para instituições financeiras e demais instituições autorizadas pelo Bacen. 

Isto é, são empresas não bancárias que intermediam transações e operações de crédito entre as instituições financeiras e os clientes finais.  

Um exemplo de empresas correspondentes são as lotéricas e o banco postal. O último é justamente uma parceria entre os Correios e uma instituição financeira, que oferece serviços bancários básicos. 

Algumas financeiras que concedem crédito, denominadas fintechs, também atuam como correspondentes bancários já que funcionam como um marketplace financeiro. Porém, precisam de parcerias com outras instituições para emitir capital e captar novos clientes. 

Qual a função de um correspondente bancário?

O objetivo principal de um agente bancário é levar os produtos e serviços para mais pessoas, facilitar a concessão de crédito e estender o atendimento para áreas ainda não atendidas pela instituição principal. 

Essas empresas podem atuar com mais de uma instituição financeira simultaneamente.

Permitindo que os serviços bancários cheguem a regiões distantes, o representante bancário facilita e, muito, a vida do consumidor. 

Isso porque, ter esses serviços em seus próprios bairros, evita que os consumidores se desloquem para os centros urbanos, desafogando agências e economizando tempo. 

O próprio Bacen regulamenta as atividades e serviços financeiros que os correspondentes bancários podem realizar. 

O que faz um correspondente bancário?

Ícone de um homem analisando vários dados em um computador, com telas paralelas atrás mostrando gráficos de barras e linhas.

Quem contratar uma pessoa jurídica para oferecer esse tipo de serviço deve seguir as normas estabelecidas pelo Banco Central na Resolução 3.954, que também lista as atividades de um correspondente bancário. São elas: 

  • serviços de cobranças;
  • solicitação de empréstimos pessoais, empresariais e financiamentos;
  • recepção e encaminhamento de propostas de abertura de contas de depósitos à vista e a prazo e de poupança mantidas pela instituição contratante;
  • ordens de pagamento;
  • solicitação de cartão de crédito e débito para trabalhadores e aposentados;
  • recebimentos e pagamentos de contas de qualquer natureza;
  • realização de operações de câmbio de responsabilidade da instituição contratante;
  • coleta de informações cadastrais e análise de crédito;
  • aplicação e resgate em fundo de investimento;
  • realização de recebimentos, pagamentos e transferências eletrônicas para movimentação de contas de depósitos de titularidade de clientes mantidas pela instituição contratante.

Quais são os tipos de correspondente bancário?

Existem, basicamente, três tipos de correspondentes bancários: negocial, consignado e transacional.  

  • Correspondente bancário negocial: atua na intermediação de crédito com garantia de imóvel, financiamento imobiliário, crédito consignado, financiamento e refinanciamento de automóveis, entre outros serviços.
  • Correspondente consignado: atua somente na intermediação de crédito consignado.
  • Correspondente bancário transacional: atua na prestação de serviço para recebimento de contas como água, luz e telefone, pagamento de benefícios sociais, além de facilitar a aplicação e resgate do fundo de garantia.

Quais as vantagens de ser um correspondente bancário?

1. Oportunidades para vários ramos de atuação

Para quem está procurando um novo emprego ou busca empreender, essa é uma oportunidade de conseguir renda e ainda ajudar na descentralização de serviços bancários, dinamizando e desburocratizando os processos, o que facilita a vida dos consumidores.

Para os corretores, por exemplo, é a oportunidade de oferecer uma opção de financiamento. Já para os contadores é a chance de mostrar aos clientes como quitar dívidas. 

Para os administradores de condomínio, é uma forma de ajudar a deixar os imóveis sempre cuidados, além de ajudar a manter as dívidas condominiais em dia. 

Para os agentes financeiros, consiste em um jeito de indicar meios para captar recursos para aqueles clientes que querem expandir os negócios, sem mexer nos investimentos atuais.

2. Serviços de crédito personalizados

Você tem a chance de oferecer o produto com as melhores condições e taxas para o seu cliente, pois trabalha com vários bancos e consegue ter esse dinamismo.

Mas não se esqueça! É importante se aprofundar no detalhamento dos produtos, pois quanto mais você conhece, mais consegue atuar como um consultor para os seus clientes.

3. Possibilidade de autogestão

Quem nunca quis fazer os próprios horários e ser o próprio chefe? Mas para isso você precisa se dedicar ao trabalho, fazer uma boa rede de relacionamento, divulgar seus serviços, ter uma boa organização e muito comprometimento, pois o correspondente bancário é pago por comissão, ou seja, quanto mais ele vende mais ele ganha.

Qual o ganho de um correspondente bancário?

De acordo com a Resolução 3.954 do Banco Central, a instituição contratante deve remunerar o correspondente bancário de acordo com a gestão de risco das operações. 

Segundo a Associação Nacional dos Profissionais e Empresas Promotoras de Crédito e Correspondentes no País (ANEPS), em 2013, o Conselho Monetário Nacional determinou que os correspondentes bancários que negociam contratos de empréstimo em nome de instituições financeiras recebam, à vista, 6% do valor de cada operação de crédito como comissão. A norma entrou em vigor em 2015. 

O que um correspondente bancário não pode fazer?

As empresas que oferecem serviços bancários podem exercer diversas atividades permitidas pelo Bacen. 

 

No entanto, essas empresas também possuem determinadas proibições. São elas:

  • Cobrar do consumidor tarifas ou taxas pela intermediação dos serviços bancários;
  • Cobrar pagamento adiantado;
  • Quebra de sigilo das transações ou compartilhamento das informações do contratado;
  • Conceder crédito sem ter parceria com uma instituição financeira.


 

MEI pode ser correspondente bancário?

Uma das principais dúvidas no setor de serviços bancários é se o Microempreendedor Individual — MEI pode ser correspondente bancário

Segundo a ANEPS, é possível sim, mas é importante considerar alguns pontos importantes antes de ter o seu CNPJ.

O Código de Classificação de Atividades Econômicas — CNAE 6619-3/02 que corresponde às atividades de correspondente no país não se enquadra, desde 2012, como MEI.  

Porém, como o Banco Central não tem uma regra específica sobre a questão, quem irá definir o enquadramento tributário é a própria instituição financeira contratante do correspondente bancário. 

Alguns bancos aceitam a categoria de atividades 8299 — “Outras atividades de serviços prestados principalmente às empresas não especificadas anteriormente”, ou ainda a sub-atividade “escritório de representação — filial de empresa estrangeira, exceto de bancos estrangeiros”, que são enquadradas no MEI. Tudo vai depender da instituição financeira contratante. 

Uma das desvantagens do MEI para os correspondentes é que só é possível contratar um único funcionário e o faturamento do CNPJ é limitado. 

Como faço para me tornar um correspondente bancário?

Se você chegou até aqui e está pensando: “Quero ser correspondente bancário”, tenha em mente que você precisa gostar de vendas, não ter medo de assumir riscos, ser extremamente responsável e ter uma boa rede de contatos. 

Além disso, o correspondente deve ter um perfil discreto, já que as informações e transações dos consumidores devem ser mantidas em sigilo, além de prezar por uma comunicação clara e transparente, que é fundamental para os serviços bancários. 

A Resolução 3.954 do Banco Central ainda determina que um profissional que queira se tornar um correspondente bancário habilitado deve possuir uma certificação de uma Instituição Credenciada.

As Instituições Credenciadas que atualmente oferecem certificação para correspondente são: 

  • Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (ABECIP);
  • Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (ACREFI);
  • Federação Brasileira dos Correspondentes Bancários (FEBRACON);
  • Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN);
  • Robortella;
  • ANEPS.

Levando em contas essas características e tendo a certificação em mãos, já é meio caminho andado para ser um representante de banco de sucesso. Agora, veja como se tornar um correspondente de instituição financeira e ter todas as vantagens de ser um Parceiro Bari.

Caso ainda tenha alguma dúvida sobre como se tornar ou quanto ganha um correspondente bancário, fale com a gente!

 

 

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