Tipos de custos e despesas

O que são e como organizar as finanças

6 min
Leitura
30 de junho de 2026
Escrito por Equipe Bari
Tipos de custos e despesasEducação financeira
Tipos de custos e despesas

Custos são os gastos ligados à produção ou à manutenção da vida, enquanto despesas são os valores para manter o funcionamento de uma empresa ou o estilo de vida pessoal. Entender essa diferença é o primeiro passo para organizar as finanças, reduzir o desperdício e construir um orçamento saudável, seja como pessoa física ou como empresário.

 

Quem nunca chegou ao fim do mês sem entender para onde foi o dinheiro? Esse fenômeno não é exclusividade de pessoas físicas. Segundo dados do Sebrae, 48% das micro e pequenas empresas fecham as portas por problemas de planejamento financeiro e descontrole de caixa. 

 

A raiz do problema, na maioria dos casos, está na falta de clareza sobre dois conceitos fundamentais: custos e despesas. Confundir os dois faz com que o orçamento perca referência, as prioridades fiquem distorcidas e as decisões financeiras se tornem intuitivas onde deveriam ser racionais.

 

Neste artigo, você vai entender a diferença entre custos e despesas, conhecer os tipos de cada um, aprender a organizar as finanças pessoais e empresariais com dados reais e descobrir as melhores ferramentas digitais para fazer esse controle com eficiência.

Qual é a diferença entre custo e despesa?

A distinção entre custo e despesa é técnica, mas essencial para quem quer gerir o dinheiro com precisão.

  • Custo é o gasto diretamente relacionado à produção de um bem ou serviço (para empresas) ou à manutenção da vida (para pessoas físicas). Sem esse gasto, a atividade não acontece.

  • Despesa é o gasto necessário para manter o funcionamento de uma empresa ou estilo de vida, mas que não está diretamente ligado à produção. É o suporte, não a operação principal.

Na prática: para uma padaria, a farinha é custo (sem ela não há pão para vender). O sistema de gestão financeiro é uma despesa (não produz o pão, mas mantém o negócio funcionando).

Para uma pessoa física, a alimentação é um custo de vida essencial. A assinatura de um serviço de streaming é uma despesa de estilo de vida.

Tipos de custos: diretos e indiretos

Os custos se dividem em dois grandes grupos, com características e impactos distintos no orçamento:

Custos diretos

São os gastos que podem ser identificados e alocados diretamente a um produto, serviço ou atividade específica. Eles variam conforme o volume produzido ou consumido.

  • Exemplos empresariais: matéria-prima, embalagem, mão de obra de produção, energia consumida na fabricação.

  • Exemplos pessoais: alimentação, transporte para o trabalho, cursos de capacitação profissional.

     

Custos indiretos

São gastos necessários para a operação, mas que não podem ser atribuídos diretamente a um único produto ou atividade. Eles precisam ser rateados.

  • Exemplos empresariais: aluguel da fábrica, depreciação de máquinas, seguro do estoque.

  • Exemplos pessoais: plano de saúde, seguro e manutenção do carro.

Tipos de despesas: fixas e variáveis

As despesas também se dividem em dois grupos principais, e essa distinção é especialmente útil para o planejamento orçamentário:

Despesas fixas

São aquelas com valor constante ou previsível, independentemente do volume de atividade. Elas precisam ser pagas todo mês, independentemente dos resultados.

  • Exemplos empresariais: aluguel do escritório, salários administrativos, mensalidade de softwares, contador.

  • Exemplos pessoais: aluguel ou prestação do imóvel, internet, mensalidade de academia, mensalidade escolar.

Despesas variáveis

São aquelas que oscilam conforme o volume de atividade ou o comportamento de consumo. Podem ser reduzidas ou controladas com mais facilidade.

  • Exemplos empresariais: comissões de vendas, frete, material de escritório, publicidade.

  • Exemplos pessoais: alimentação fora de casa, lazer, vestuário.

 

Custos ou despesas? Confira alguns exemplos

Pagar conta de água, combustível para o carro e aluguel, é custo ou despesa?

Além dos exemplos mostrados acima, a seguir, vamos conferir alguns tipos de custos e despesas que podem ser confundidos, para que você entenda melhor a diferença e possa, com isso, organizar seu orçamento pessoal ou organizacional.  

  • Conta de água: se for usada na produção de uma empresa, como em uma lavanderia, é custo indireto. Mas se for apenas para o consumo da casa ou escritório, é despesa fixa.
  • Combustível para o carro: quando usado para trabalho, por exemplo, em entregas, ou viagens de aplicativo é custo direto. Porém, se for para fins pessoais, como para fazer viagens, é uma despesa variável.
  • Aluguel: aluguel de uma fábrica ou espaço de produção é custo indireto. Aluguel de um escritório ou moradia é despesa fixa.
  • Cursos e treinamentos: para capacitar funcionários de uma empresa, é custo indireto. Entretanto, para desenvolvimento pessoal sem ligação direta com o emprego, por exemplo, com hobbies, é despesa variável.

Saber diferenciar tipos de custos e despesas, principalmente ao considerar o contexto de cada gasto, é fundamental para organizar melhor o orçamento pessoal ou financeiro de uma empresa. Isso ajuda a entender para onde o dinheiro está indo e como fazer planejamentos mais eficientes.

Leia também: Como controlar despesas fixas e economizar dinheiro

Como fazer uma gestão de custos e despesas?

Fazer o controle de custos e despesas de forma estratégica é essencial para manter a saúde financeira em dia, seja na vida pessoal ou na gestão de uma empresa. A seguir, veja como fazer isso de maneira prática:

Para finanças pessoais

Não deixar de se atentar a contabilidade de custos e despesas pessoais significa saber para onde seu dinheiro está indo e usar seus recursos de forma mais consciente. Aqui estão alguns passos importantes:

  1. Organize seus gastos: anote todas as suas despesas, sejam fixas ou variáveis. Use uma planilha, um aplicativo de finanças ou até um caderno, o importante é registrar tudo.
  2. Classifique os custos: separe o que é essencial fixo, como moradia, alimentação e transporte, do que é opcional, como lazer, viagens e compras por impulso.
  3. Defina prioridades: foque primeiro nos gastos essenciais. Depois, veja quanto sobra para despesas variáveis e momentos de lazer.
  4. Crie um orçamento mensal: estabeleça limites de gasto para cada categoria. Assim, você evita surpresas no final do mês.
  5. Revise seus custos com frequência: analise seus gastos todo mês e veja onde pode economizar. Às vezes, pequenas mudanças, como trocar um plano de celular ou reduzir refeições fora de casa, fazem a diferença.
  6. Tenha uma reserva de emergênciaguardar dinheiro para emergências evita que você se endivide em situações inesperadas.

Para finanças empresariais 

Nas empresas, a gestão estratégica de custos é ainda mais importante, pois envolve a saúde financeira do negócio e a sua capacidade de crescer. Veja orientações de como fazer:

  1. Mapeie todos os tipos de custos: identifique e registre todos os custos diretos e indiretos, além das despesas fixas e variáveis. Conhecer seus números é o primeiro passo para tomar boas decisões.
  2. Analise a relação custo-benefício: avalie se os gastos estão gerando retorno. Por exemplo, será que todo o material usado na produção é realmente necessário? Será que é possível negociar melhores preços com fornecedores, ou mesmo buscar fornecedores mais em conta (sem comprometer a qualidade)?
  3. Estabeleça metas de redução de custos: defina objetivos claros, como reduzir o consumo de energia ou otimizar processos de produção. Pequenas melhorias podem gerar grandes economias.
  4. Invista em tecnologia e inovação: ferramentas de automação, softwares de gestão e sistemas de controle de estoque ajudam a diminuir desperdícios e a melhorar a produtividade.
  5. Acompanhe os resultados de perto: faça revisões periódicas dos custos e compare com o planejado. Ajustes rápidos evitam prejuízos maiores no futuro.
  6. Engaje a equipe: incentive os funcionários a participarem das ações de redução de custos e despesas. Muitas vezes, boas ideias vêm de quem vive o dia a dia da operação.

Neste artigo, conferimos o que são despesas fixas e variáveis, custos diretos e indiretos, exemplos de tipos de custos e despesas, além de como fazer uma gestão estratégica de orçamentos pessoais e empresariais.

Para finalizar, nossa última dica é para quem está com muitas dívidas e precisa de um fôlego extra no orçamento: considerar o empréstimo com garantia de imóvel.

Com o Banco Bari, é possível contratar esse tipo de crédito de forma segura e com condições que se ajustam ao seu perfil. Nessa modalidade, o imóvel  é usado como garantia para conseguir taxas de juros mais baixas e prazos de pagamento mais longos. 

Dessa forma, você pode organizar suas finançasquitar dívidas mais caras e dar um fôlego no seu orçamento, planejando seu futuro de maneira mais equilibrada.

Quer saber mais? Faça uma simulação agora mesmo!

Perguntas frequentes 

Qual é a diferença prática entre custo e despesa no dia a dia de uma empresa? 

Custo é o gasto diretamente ligado à produção ou entrega do produto ou serviço. Sem ele, não há venda. Despesa é o gasto de suporte, como aluguel, contador e marketing. Essa distinção é fundamental para calcular o preço de venda corretamente e identificar onde cortar gastos sem prejudicar a operação.

Despesas fixas e custos fixos são a mesma coisa?

 Não exatamente. Custos fixos são gastos de produção que não variam com o volume, como o aluguel de uma fábrica. Despesas fixas são gastos de suporte com valor constante, como o salário do time administrativo. A confusão é comum, mas distinguir os dois ajuda a entender melhor o ponto de equilíbrio do negócio.

O que fazer quando os custos e despesas superam a receita por vários meses seguidos? 

O primeiro passo é o diagnóstico: mapeie todos os gastos, identifique os de maior peso e verifique quais podem ser reduzidos ou renegociados. O segundo passo é estabilizar o caixa. Se houver dívidas de alto custo, o empréstimo com garantia de imóvel pode ser uma saída inteligente para consolidar e reduzir o custo da dívida, liberando fluxo de caixa para a operação.

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