Escrito por Equipe BariO Tesouro Reserva é o novo título público lançado em maio de 2026 pelo Tesouro Nacional, em parceria com o Banco do Brasil e a B3. Ele rende 100% da Selic, tem aplicação mínima de R$ 1,00 e permite resgate quase instantâneo.
O Tesouro Reserva chegou ao mercado brasileiro como uma alternativa direta à poupança, aos CDBs de liquidez diária e às caixinhas digitais. Se você já tem uma reserva de emergência ou está montando a primeira, entender como esse título funciona ajuda a decidir se ele é mesmo a melhor opção para guardar dinheiro com segurança.
Neste conteúdo, explicamos como o Tesouro Reserva funciona, quanto ele rende hoje e como ele se compara ao CDB, considerando taxas, impostos, liquidez e segurança de cada produto.
O Tesouro Reserva é um título público federal lançado em 11 de maio de 2026 pelo Tesouro Nacional, em parceria com a B3 e distribuição inicial pelo Banco do Brasil. A proposta é simples: oferecer um produto acessível, com aplicação mínima de R$ 1,00, para quem quer guardar dinheiro com segurança e resgatar quando precisar.
Na prática, o investidor aplica o valor e o dinheiro passa a render já no primeiro dia útil. O resgate pode ser feito quase 24 horas por dia, sete dias por semana. A plataforma só fica indisponível entre 0h e 1h), com o valor disponibilizado de forma imediata via Pix.
Diferente de outros títulos do Tesouro Direto, o Tesouro Reserva tem vencimento de 10 anos, mas isso não significa que o dinheiro fica preso. O prazo longo serve para melhorar a eficiência tributária de quem mantém o valor aplicado por mais tempo, já que o imposto de renda só é cobrado no momento do resgate.
Embora pareçam parecidos, os dois títulos têm uma diferença importante na forma de precificação. O Tesouro Selic sofre marcação a mercado, o que pode gerar pequenas oscilações no saldo antes do vencimento.
Já o Tesouro Reserva usa a marcação na curva, então o investidor vê o rendimento acumulado crescer todos os dias, sem esse efeito visual de oscilação. Isso reduz a fricção para quem tem medo de ver o saldo "cair" mesmo sem ter perdido dinheiro de verdade.
O Tesouro Reserva paga 100% da taxa Selic. Com a Selic em 14% ao ano, definida pelo Copom em agosto de 2026, o rendimento bruto do título acompanha esse patamar, ficando bem próximo do CDI, hoje em 13,90% ao ano.
Para efeito de comparação, a poupança rende 70% da Selic quando a taxa básica está igual ou abaixo de 8,5% ao ano, ou Taxa Referencial + 0,5% ao mês quando a Selic está acima disso, como é o caso agora. Isso faz do Tesouro Reserva uma opção com retorno líquido consideravelmente maior que a poupança tradicional.
A principal diferença entre os dois produtos está no risco e na forma de remuneração. O CDB é emitido por bancos e costuma remunerar um percentual do CDI, que pode variar de 90% a mais de 120%, dependendo da instituição, do prazo e do valor aplicado.
Característica | Tesouro Reserva | CDB de liquidez diária |
|---|---|---|
Garantia | Tesouro Nacional (risco soberano) | FGC, até R$ 250 mil por CPF/instituição |
Rentabilidade | 100% da Selic (hoje 14% ao ano) | varia conforme o banco, geralmente entre 90% e 120% do CDI |
Aplicação mínima | R$ 1,00 | A partir de R$ 50 |
Liquidez | Resgate quase 24h por dia, todos os dias | Resgate imediato |
Taxa de custódia | 0,20% ao ano, isenta até R$ 10 mil aplicados | não há |
Imposto de renda | Tabela regressiva, de 22,5% a 15% | Mesma tabela regressiva de 22,5% a 15%
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O Tesouro Reserva carrega risco soberano, considerado o menor risco de crédito da economia brasileira, já que é o próprio governo federal que garante o pagamento. Já o CDB depende da saúde financeira do banco emissor, ainda que o FGC cubra até R$ 250 mil por CPF em cada instituição, com teto de R$ 1 milhão a cada quatro anos.
Nos dois casos, incide a mesma tabela regressiva de imposto de renda sobre o rendimento:
O IOF também segue regra semelhante, incidindo apenas em resgates feitos antes de 30 dias.
A diferença fica por conta da taxa de custódia da B3, cobrada apenas no Tesouro Reserva. Para quem mantém até R$ 10 mil aplicados, essa taxa é zerada, o que reduz bastante o impacto no rendimento líquido de quem está começando a entender melhor a liquidez diária desses produtos.
O CDB costuma valer mais a pena quando o banco emissor oferece uma taxa acima de 100% do CDI, o que pode superar o rendimento do Tesouro Reserva mesmo considerando o risco de crédito adicional.
Um exemplo prático: quem aplica R$ 500 mil em um CDB que paga ao menos 102% do CDI, como os investimentos em renda fixa do Banco Bari, tende a obter um retorno líquido maior do que aplicando o mesmo valor em um título que rende apenas 100% da Selic.
A escolha ideal depende do equilíbrio entre segurança, rentabilidade e praticidade que você busca. Se a prioridade é o menor risco possível, o Tesouro Reserva é uma opção sólida. Se o objetivo é buscar um pouco mais de rentabilidade sem abrir mão da proteção do FGC, um CDB pré-fixado com taxa competitiva pode ser mais vantajoso.
O importante é nunca deixar a reserva de emergência exposta a produtos com risco de perda de capital ou baixa liquidez. Ambas as opções analisadas aqui cumprem esse requisito básico, mudando apenas o perfil de risco e a rentabilidade esperada.
O Tesouro Reserva rende mais que a poupança?
Sim, o Tesouro Reserva paga 100% da Selic, enquanto a poupança rende no máximo 70% da Selic ou TR mais 0,5% ao mês.
Quem já está 100% em CDI deveria mudar a alocação agora?
Não necessariamente tudo, mas diversificar parte do portfólio em instrumentos IPCA+ ou prefixados de prazo médio é uma estratégia relevante enquanto as taxas reais permanecem historicamente elevadas.
O Tesouro Reserva tem risco de perder dinheiro?
Não, ele é garantido pelo Tesouro Nacional e não sofre marcação a mercado, então o saldo não cai antes do resgate.
Quer comparar na prática o rendimento de um CDB de liquidez diária com taxas competitivas? Simule sua aplicação em renda fixa com o Bari e veja como sua reserva pode render mais sem abrir mão da segurança.
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