Gustavo Caciatori, COO do BariHome Equity é a modalidade em que você usa um imóvel próprio, quitado ou parcialmente quitado, como garantia para obter crédito com taxas a partir de 1,09% a.m. + IPCA, prazos de até 240 meses e até 60% do valor do bem, sem precisar vender a propriedade.
Nesta modalidade de crédito, uma pessoa usa o valor já acumulado no próprio imóvel como garantia para conseguir um empréstimo com taxas de juros baixas e prazos longos. No Brasil, essa mesma operação também é chamada de empréstimo com garantia de imóvel.
Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o volume da modalidade somou R$ 3,166 bilhões apenas no primeiro trimestre de 2026. O valor representa alta de 25,83% frente ao mesmo período de 2025 e é recorde para o período.
Neste guia, você vai entender o que é Home Equity, como funciona na prática, quais os requisitos para contratar e por que o Banco Bari é referência no produto.
Home Equity vem do inglês e, em tradução literal, significa algo como "patrimônio imobiliário". Na prática, é uma modalidade de empréstimo em que você oferece um imóvel residencial ou comercial como garantia para obter crédito.
Popularizado há décadas em mercados internacionais, como os Estados Unidos e países da Europa, esse tipo de produto financeiro começou a ganhar força no Brasil de forma mais recente, acompanhando o amadurecimento da legislação sobre alienação fiduciária.
Vale dizer que a base legal do Home Equity está na Lei n.º 9.514/1997, que institui a alienação fiduciária no Brasil. Essa legislação também garante segurança jurídica tanto para quem solicita o crédito quanto para quem o concede, definindo direitos e deveres de ambas as partes.
Ao contratar essa modalidade, você libera o valor que já está acumulado no seu imóvel, transformando um patrimônio parado em dinheiro disponível na conta, para usar como preferir. Continue a leitura para saber mais!
Segundo Gustavo Caciatori, COO do Bari e especialista em empréstimo com garantia de imóvel, o mercado de Home Equity cresceu 20% em 2025, mesmo com a Selic em patamares elevados.
"Em tempo de elevada taxa de juros, os clientes acabam se abrindo a opções de crédito anteriormente desconhecidas, desde que mais baratas", explica o executivo. Para ele, mais importante do que o crescimento em volume foi a abertura do produto para clientes que antes não o consideravam uma possibilidade.
Essa mudança também é cultural. "A ideia de último recurso sempre esteve muito atrelada a questões culturais e judiciais, ligadas ao conceito de imóvel de família", afirma o COO do Bari. Hoje, segundo ele, o país vive a fase do "uso inteligente do patrimônio", em que o imóvel passa a ser visto como um ativo de liquidez, e não como algo intocável.
Essa visão também explica por que o Home Equity se consolida como ferramenta de reorganização financeira.
"O Home Equity é o único que oferece a possibilidade de créditos com valores significativos, prazo alongado, em geral de até 20 anos, e taxas baixas. Hoje ele é o produto ideal para uma reestruturação financeira real", diz Gustavo Caciatori, COO do Bari.
Há ainda um enorme espaço para crescer. "Atualmente, o Brasil utiliza menos de 1% do valor dos imóveis quitados como lastro para crédito, enquanto em mercados maduros esse número supera 10%", destaca o executivo.
Se você quer entender o tema com profundidade, da base legal às taxas praticadas atualmente, vale a pena conferir nosso guia completo sobre empréstimo com garantia de imóvel.
Essa é uma das dúvidas mais frequentes de quem começa a pesquisar sobre o assunto. Embora as duas modalidades usem um imóvel como garantia, o mecanismo jurídico é diferente.
Na hipoteca, o imóvel permanece no nome da pessoa proprietária, apenas com uma anotação da dívida no cartório. O problema é que, em caso de não pagamento, o processo para reaver a garantia é lento e depende da Justiça, o que aumenta o risco para o credor.
Já no Home Equity, a garantia é formalizada por meio da alienação fiduciária, prevista na Lei nº 9.514/97. O imóvel é transferido em caráter fiduciário à instituição financeira, e volta automaticamente ao nome do cliente assim que todas as parcelas são pagas, sem burocracia adicional.
Por ser mais rápida e segura, a alienação fiduciária é o modelo adotado pela grande maioria dos bancos no Brasil hoje.
O processo de contratação do Home Equity pode ser resumido em etapas simples, do primeiro contato até o dinheiro cair na conta. Entender cada uma delas ajuda a chegar à simulação com mais segurança e menos dúvidas.
Durante todo esse processo, você continua morando no imóvel ou pode até alugá-lo normalmente. A alienação fiduciária é apenas a garantia formal do contrato, e não uma transferência real de propriedade.
Antes de simular, vale entender os critérios básicos exigidos pelas instituições financeiras. No Banco Bari, os requisitos relacionados ao imóvel incluem:
Já os requisitos relacionados a quem solicita o crédito envolvem comprovação de renda mensal podendo compor renda com mais pessoas.
Além disso, ter dívidas em aberto, como cheque especial ou cartão de crédito, não impede a contratação, já que o produto costuma ser usado justamente para quitar esse tipo de débito.
Outro ponto que agiliza a aprovação é a organização documental. Imóveis com matrícula atualizada, IPTU quitado e sem ônus impeditivos costumam ser avaliados de forma mais rápida, o que também pode refletir em condições mais competitivas.
A liquidez do ativo é o ponto central para definir a taxa no Home Equity. Imóveis que podem ser comercializados mais rapidamente em caso de inadimplência oferecem menor risco e, consequentemente, melhores condições para o tomador.
Para saber exatamente como o seu perfil se encaixa, a recomendação é acessar o simulador de Home Equity, ele permite que você teste diferentes prazos e montantes, fornecendo uma visão clara do seu custo efetivo total (CET).
Condição | Detalhes |
|---|---|
Taxa de juros | A partir de 1,09% a.m. + IPCA |
Prazo máximo | Até 240 meses (20 anos) |
LTV máximo | Até 60% do valor do imóvel |
Tipos de imóvel aceitos | Apartamentos e casas dentro e fora de condomínio, imóveis comerciais, terrenos e lotes em áreas urbanas. Localizados em cidades com mais de 50 mil habitantes, dentro das regiões atendidas.
|
Modalidade de amortização |
A linha de crédito home equity ou llinha de crédito com garantia de imóvel (LCGI), é um tipo de crédito baseado no crédito com garantia de imóvel tradicional, em que o cliente também coloca um imóvel como garantia, por meio de alienação fiduciária, mas não é obrigatório usar todo o valor liberado.
Dentro de um prazo de cinco anos, você tem liberdade para decidir quando e quanto tomar emprestado dentro dessa linha de crédito liberada. Os juros pagos serão calculados apenas sobre o valor usado.
Outra informação importante é que você pode continuar utilizando normalmente o imóvel usado como garantia, seja para morar ou locar. A passagem da propriedade é apenas um processo burocrático do banco para garantir que o pagamento será cumprido e, assim, poder fornecer as melhores taxas.
Por envolver valores mais altos e prazos longos, o Home Equity costuma ser direcionado a objetivos financeiros relevantes. Conheça alguns dos usos mais comuns.
Trocar dívidas caras, como cheque especial e cartão de crédito, por uma única parcela de juros menores é o uso mais comum da modalidade. De acordo com dados do Banco Bari, 60% dos brasileiros que buscam esse tipo de crédito têm a quitação de dívidas como principal objetivo, seguidos por investimentos (16%) e construção ou reforma (7%).
Empreendedores também recorrem ao Home Equity como fonte de capital de giro, usando o imóvel para acessar recursos com juros bem menores do que os do crédito pessoal. Um levantamento do Banco Bari mostrou que o estado Paraná lidera a aprovação da modalidade no país, cerca de 20% acima da média nacional. Nesse estado, empresários representam 36,7% dos pedidos com ocupação validada.
"O Paraná possui uma cultura de planejamento financeiro muito forte. O fato de termos um índice de aprovação significativamente superior ao restante do Brasil mostra que o paranaense sabe utilizar o patrimônio como alavanca para o crescimento, e não apenas como recurso de emergência", afirma Ugo Roveda, superintendente comercial do Banco Bari.
Para o executivo, essa é uma tendência que deve se espalhar para outras regiões do país. "O empréstimo com garantia de imóvel permite que proprietários utilizem seus bens como garantia para acessar condições mais vantajosas, com taxas de juros inferiores às de linhas tradicionais, como crédito pessoal e cheque especial, além de prazos mais longos para pagamento", destaca Roveda.
Um uso menos óbvio, mas cada vez mais comum, é o financiamento de estudos no exterior. Sthefanny Martins, coordenadora de operações do Banco Bari, explica que o Home Equity vem se consolidando como alternativa para quem busca capital mais barato para bancar um intercâmbio.
"Ao utilizar um imóvel como garantia, o tomador consegue reduzir significativamente os juros em comparação ao crédito pessoal tradicional, além de obter prazos para pagamento que podem chegar a 20 anos. Isso dilui o impacto das parcelas no orçamento familiar", afirma a executiva. Diferente de linhas educacionais tradicionais, o dinheiro liberado também pode ser usado para despesas como moradia e comprovação financeira para visto.
O Banco Bari é uma instituição financeira autorizada e regulada pelo Banco Central do Brasil desde 2018, quando obteve a licença para operar como banco digital múltiplo. Toda a operação de Home Equity segue as normas do Sistema Financeiro Nacional, com base na Lei nº 9.514/97, complementada pela Lei nº 13.476/17.
A solidez do banco também aparece nos números. Em 2025, o Índice de Basileia do Banco Bari fechou em 21,5%, alta de 3,0 pontos percentuais em 12 meses e mais que o dobro do mínimo de 10,5% exigido pelo Banco Central para instituições saudáveis.
Na prática, isso significa que, para cada R$ 100 emprestados, o banco mantém mais de R$ 21 de capital próprio como garantia, o dobro do exigido pela regulação.
O banco também encerrou 2025 com lucro líquido de R$ 56,4 milhões e uma carteira de crédito total de R$ 2,12 bilhões, crescimento de 22,3% em 12 meses. Esse desempenho sustenta o rating A-.br com perspectiva positiva atribuído pela Moody's, reforçando que o Bari é confiável para quem decide colocar o próprio imóvel como garantia.
Agora que você já entende o que é Home Equity e como ele funciona, o próximo passo é descobrir as condições disponíveis para o seu imóvel. Simule agora seu Home Equity no Banco Bari e veja, sem compromisso, o valor, a taxa e o prazo disponíveis para você.
Sim, é possível vender o imóvel mesmo enquanto ele estiver alienado ao banco. Nesse caso, a pessoa compradora precisa quitar o saldo devedor total do contrato, seja com recursos próprios ou com um novo financiamento.
Parte do valor da venda é usada para quitar a dívida com o banco, e o restante fica com quem vendeu o imóvel. Depois disso, a instituição libera a baixa da alienação fiduciária, e o novo proprietário pode registrar o bem em seu nome.
Sim, Home Equity é o nome internacional da mesma modalidade, chamada no Brasil também de empréstimo com garantia de imóvel.
Na hipoteca o imóvel fica no nome do proprietário com uma anotação da dívida; no Home Equity, a garantia é a alienação fiduciária, mais rápida e menos burocrática.
O imóvel precisa ter valor venal mínimo de R$ 150 mil, além de atender critérios de localização e documentação.
Sim, desde que comprove renda e passe pela análise de crédito, que considera outros fatores além da pontuação de crédito.
*As taxas de juros mencionadas neste conteúdo podem sofrer alterações sem aviso prévio.