Escrito por Equipe BariO mundo dos investimentos pode parecer complexo, com diversas siglas e estratégias diferentes. Mas não se preocupe, com as ferramentas certas, como os indicadores financeiros, você pode tomar decisões mais assertivas a longo prazo.
Para entender como os indicadores financeiros funcionam, seus tipos e como interpretar as principais siglas usadas em investimentos de renda fixa, continue a leitura deste guia e fique por dentro das principais orientações.
Os indicadores financeiros são ferramentas que nos ajudam a entender como anda a saúde financeira de uma empresa ou investimento. Eles nos auxiliam na análise do desempenho de diferentes áreas e na observação de como uma empresa se sai em comparação com outras organizações do mesmo setor.
O mesmo raciocínio vale para quem investe. Entender indicadores como CDI, Selic e IPCA ajuda a comparar produtos de renda fixa e escolher a opção mais adequada para cada objetivo financeiro.
De forma geral, um indicador financeiro serve para avaliar o desempenho de uma empresa ao longo do tempo, permitindo identificar pontos fortes e fracos para aplicar melhorias e se desenvolver continuamente.
Ele também fundamenta a tomada de decisões estratégicas com base em dados concretos, além de possibilitar a comparação com o mercado para entender a posição da empresa em relação aos concorrentes.
Já no planejamento das finanças, os indicadores econômicos financeiros podem ajudar a projetar resultados futuros e estabelecer metas realistas. Além disso, são essenciais para atrair investimentos, demonstrando a solidez da organização para potenciais investidores e investidoras.
No mundo das finanças, é comum ouvirmos os termos “KPIs financeiros” e “indicadores financeiros” sendo usados como sinônimos, mas eles possuem diferenças importantes.
Indicadores financeiros ajudam a entender o desempenho financeiro, enquanto os KPIs financeiros ajudam a medir o progresso em direção aos objetivos estratégicos. Nesse sentido, todos os KPIs são indicadores, mas nem todos os indicadores são KPIs.
Em resumo, ambas as ferramentas são importantes para a gestão financeira de uma empresa. Isso porque você pode usá-los em conjunto para ter uma visão geral da saúde financeira do seu negócio enquanto monitora seu progresso em direção às metas da organização.
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Para entender o quão bem uma empresa está gerando lucro em relação às suas vendas ou investimentos, é preciso utilizar os indicadores de lucratividade. Confira os principais indicadores desta categoria.
Imagine que você vende bolos. A margem bruta indica quanto dinheiro sobra das suas vendas após pagar os ingredientes e outros custos diretos de produção, como embalagem, por exemplo. Ou seja, é o lucro bruto antes de tirar outras despesas.
Fórmula: (Receita líquida - Custo dos produtos vendidos) / Receita líquida
Exemplo: se você vendeu R$ 100 de bolos e gastou R$ 40 com ingredientes e embalagens, sua margem bruta é (100 - 40) / 100 = 0,6 ou 60%.
Diante disso, para cada R$ 1 de bolo vendido, você tem R$ 0,60 de lucro bruto, o que significa que você está controlando bem os custos de produção.
A margem líquida mostra o lucro real que sobra para você após pagar todas as despesas do negócio. Ao considerarmos o exemplo da venda de bolos, algumas despesas a serem contabilizadas seriam ingredientes, aluguel, impostos, contas de luz e água, e marketing.
Fórmula: Lucro líquido / Receita líquida
Exemplo: se você teve um lucro líquido de R$ 15, após pagar tudo, e vendeu R$ 100 em bolos, sua margem líquida é 15 / 100 = 0,15 ou 15%.
Com esse resultado, para cada R$ 1 de bolo vendido, você tem R$ 0,15 de lucro líquido, o que indica que seu negócio está saudável e gerando lucro real.
O ROI é como um termômetro que mede o quão rentável foi um investimento. Isso porque ele mostra quanto dinheiro você ganhou ou perdeu em relação ao que você investiu.
Fórmula: (Lucro líquido - Custo do investimento) / Custo do investimento
Exemplo: uma pessoa empreendedora investiu R$ 10.000 em marketing digital para sua loja de roupas e obteve lucro líquido de R$ 18.000. O cálculo do ROI é (18.000 - 10.000) / 10.000 = 0,8 ou 80%.
Nesse caso, o ROI de 80% significa que o investimento gerou um retorno de R$ 0,80 para cada R$ 1 investido, um resultado muito positivo.
Os índices de liquidez verificam se a empresa consegue pagar suas contas mais urgentes, como aquelas que vencem em até um ano.
A liquidez corrente indica se a empresa consegue pagar suas obrigações de curto prazo, como salários, aluguel, fornecedores e impostos.
Fórmula: Ativo circulante / Passivo circulante
Exemplo: uma empresa de cosméticos tem R$ 10.000 em ativo circulante e R$ 5.000 em passivo circulante, sua liquidez corrente é 10.000 / 5.000 = 2, ou 200%.
Dessa forma, para cada R$ 1 de conta a pagar, a empresa tem R$ 2 em bens que podem ser transformados em dinheiro, então o negócio consegue pagar suas contas.
Em comparação com a liquidez corrente, a liquidez imediata é ainda mais específica, por mostrar se a empresa consegue pagar suas contas mais urgentes usando somente o dinheiro que já tem em caixa, sem precisar vender outros bens.
Fórmula: Disponível / Passivo circulante
Exemplo: um empreendimento tem R$ 3.000 de disponível e R$ 5.000 em passivo circulante, por consequência, sua liquidez imediata é 3.000 / 5.000 = 0,6, ou 60%.
Isso significa que, para cada R$ 1 de conta a pagar, a empresa tem R$ 0,60 em dinheiro disponível, um saldo que ainda exige atenção.
Os indicadores de endividamento mostram o quanto um negócio precisa adquirir em crédito para financiar suas operações e investimentos.
Mostra a proporção entre o total de dívidas de uma empresa e o seu patrimônio líquido. Em outras palavras, ele indica quanto da empresa pertence aos credores e quanto pertence aos donos.
Fórmula: Passivo total / Patrimônio líquido
Exemplo: uma empresa alimentícia possui R$ 50.000 em passivo total e R$ 100.000 em patrimônio líquido, seu índice de endividamento é 50.000 / 100.000 = 0,5 ou 50%.
A partir desse resultado, para cada R$ 1 de patrimônio líquido, a empresa tem R$ 0,50 de dívidas, o que significa que metade da organização pertence aos credores.
Esse indicador mostra quantas vezes o lucro operacional da empresa é maior que suas despesas com juros. Ou seja, ele mostra se a empresa gera lucro suficiente para honrar seus compromissos com os credores.
Fórmula: EBIT / Despesas com juros
Exemplo: se uma empresa tem um EBIT de R$ 30.000 e despesas com juros de R$ 10.000, sua cobertura de juros é 30.000 / 10.000 = 3, ou 300%.
Em resumo, a empresa tem 3 vezes o lucro necessário para cobrir suas despesas com juros.
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Para saber o quão bem uma empresa está usando seus ativos e o dinheiro dos acionistas para gerar lucro, você pode usar os indicadores de rentabilidade.
O ROA indica quanto lucro uma empresa gera para cada R$ 1 investido em seus ativos, como máquinas, equipamentos, imóveis e estoque.
Fórmula: Lucro líquido / Ativo total
Exemplo: um petshop com lucro líquido de R$ 20.000 e um ativo total de R$ 200.000 tem ROA de 20.000 / 200.000 = 0,1 ou 10%.
Então, para cada R$ 1 investido em ativos, o petshop gera R$ 0,10 de lucro.
O ROE exibe quanto lucro um negócio gera para cada R$ 1 investido pelos acionistas.
Fórmula: Lucro líquido / Patrimônio líquido
Exemplo: uma padaria com lucro líquido de R$ 20.000 e patrimônio líquido de R$ 100.000 tem ROE de 20.000 / 100.000 = 0,2 ou 20%.
Então, para cada R$ 1 investido pelos acionistas, a padaria gera R$ 0,20 de lucro.
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Além dos indicadores usados para analisar empresas, existe outro grupo de indicadores essencial para quem quer investir com segurança: os indicadores usados para calcular a rentabilidade de aplicações em renda fixa. Reunimos abaixo os termos mais buscados por quem está começando a investir.
CDI significa Certificado de Depósito Interbancário. É a taxa de referência usada nos empréstimos que os bancos fazem entre si diariamente, e serve de parâmetro para a rentabilidade da maioria dos investimentos de renda fixa no Brasil.
Quando um CDB paga 100% do CDI, por exemplo, significa que o rendimento do título acompanha essa taxa ao longo de todo o período investido.
A Selic é a taxa básica de juros da economia, definida pelo Copom, e serve de referência para toda a política monetária do país.
O CDI acompanha de perto a Selic, mas nasce das operações entre bancos, sendo o indicador mais usado para expressar a rentabilidade de produtos como CDB, LCI e LF.
O IPCA, Índice de Preços ao Consumidor Amplo, mede a inflação oficial do Brasil. Investimentos atrelados a esse índice buscam garantir que o rendimento supere a inflação, preservando o poder de compra do investidor ao longo do tempo.
O IGP-M, Índice Geral de Preços do Mercado, é outro indicador de inflação, muito usado para reajustar contratos de aluguel e, em menor escala, alguns tipos de investimento. Ele sofre mais influência de preços no atacado e da variação cambial do que o IPCA.
O FGC, Fundo Garantidor de Créditos, protege até R$ 250.000,00 por CPF ou CNPJ e por instituição financeira, em caso de falência do banco emissor.
Essa garantia torna produtos como CDB, LCI e LF investimentos de baixo risco, mesmo quando emitidos por bancos de menor porte, como é o caso do Banco Bari.
Marcação a mercado é o método de precificação diária de um título, feito com base nas condições atuais do mercado, e não apenas na taxa contratada no momento da compra.
Ela pode fazer o valor de resgate do investimento oscilar antes do vencimento, especialmente em títulos prefixados ou atrelados ao IPCA.
Liquidez diária é a possibilidade de resgatar o dinheiro investido a qualquer momento, sem esperar o vencimento do título.
Produtos com essa característica costumam ter prazos de resgate mais flexíveis, o que ajuda quem precisa manter uma reserva de emergência.
A rentabilidade bruta é o retorno do investimento antes do desconto de impostos e taxas, enquanto a rentabilidade líquida é o valor que efetivamente cai na conta do investidor.
Essa diferença explica por que dois investimentos com a mesma rentabilidade bruta podem entregar retornos líquidos diferentes ao final do prazo.
Na maioria dos investimentos de renda fixa, a alíquota de Imposto de Renda diminui conforme o dinheiro fica mais tempo aplicado, variando de 22,5% a 15%.
Por isso, manter o investimento por mais tempo tende a reduzir o peso do imposto sobre o rendimento final.
Esses são alguns dos principais títulos de renda fixa disponíveis no mercado, cada um com características próprias de rentabilidade, prazo e tributação.
O CDB, Certificado de Depósito Bancário, é emitido pelo banco, conta com a garantia do FGC e pode ser prefixado ou pós-fixado.
A LCI, Letra de Crédito Imobiliário, é isenta de Imposto de Renda para pessoa física, lastreada em créditos imobiliários e também coberta pelo FGC.
A LF, Letra Financeira, costuma exigir valores maiores de aplicação e prazos mais longos, e geralmente não conta com a garantia do FGC.
Já o CRI, Certificado de Recebíveis Imobiliários, é lastreado em recebíveis do setor imobiliário e isento de Imposto de Renda para pessoa física, mas sem garantia do FGC.
Renda fixa é a categoria de investimento em que as regras de remuneração são definidas no momento da aplicação, o que garante mais previsibilidade e, em geral, menor risco.
Isso não significa ausência de risco, mas sim regras conhecidas desde o início, ao contrário do que ocorre na renda variável, como as ações negociadas na bolsa.
Agora que você já conhece os principais indicadores financeiros e as siglas mais usadas em investimentos, confira as possibilidades de investimento que você pode ter com o Banco Bari.
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Qual a diferença entre CDI e Selic?
A Selic é a taxa básica de juros definida pelo Copom, enquanto o CDI reflete os empréstimos diários entre bancos e costuma ficar muito próximo dela.
O que significa um CDB pagar 100% do CDI?
Significa que a rentabilidade do título acompanha integralmente a variação do CDI ao longo de todo o período investido.
A renda fixa do Banco Bari tem garantia do FGC?
Sim, produtos como CDB e LCI do Banco Bari contam com a garantia do FGC em até R$ 250.000,00 por CPF ou CNPJ.
O que é melhor, CDB prefixado ou pós-fixado?
Depende do cenário de juros: o prefixado trava a taxa no momento da aplicação, já o pós-fixado acompanha indicadores como o CDI.
Marcação a mercado afeta todos os investimentos de renda fixa?
Não. Títulos com liquidez diária atrelados ao CDI oscilam menos do que papéis prefixados ou indexados ao IPCA.