Escrito por Equipe BariMais de 7 em cada 10 brasileiros inadimplentes têm dívida em aberto no cartão de crédito: são 73% dos casos, segundo o Mapa da Inadimplência da Serasa de março de 2026. O motivo costuma ser sempre o mesmo, pagar apenas o mínimo da fatura ativa o rotativo, que chegou a 432,1% ao ano em abril de 2026, de acordo com o Banco Central.
Neste conteúdo, você entende os 5 motivos que fazem essa dívida crescer tão rápido, como funcionam as taxas do cartão e, principalmente, como quitá-la de forma definitiva, trocando os juros do rotativo por uma parcela que cabe no seu orçamento com o Banco Bari.
Antes de vermos como quitar cartão de crédito, vamos analisar quais são as causas mais comuns de superendividamento com o cartão e que mais comprometem o orçamento. Isso pode lhe ajudar a entender melhor como esse crédito funciona e o que evitar.
Limites altos no cartão dão a falsa sensação de que o dinheiro está sempre disponível. Assim, muitas pessoas acabam gastando mais do que ganham, gerando uma fatura que não pode ser paga no mês seguinte.
Parcelar uma compra em muitas vezes pode dar a impressão de que o valor da parcela será baixo na fatura mensal. Porém, quando se somam os valores de diferentes compras parceladas, o total pesa no orçamento e impede o consumidor de quitar a dívida do cartão de crédito rapidamente, por conta de tantas parcelamentos longos acumulados.
Desemprego, problemas de saúde ou imprevistos fazem muita gente recorrer ao cartão como solução rápida, o que pode gerar uma bola de neve se não houver planejamento ou uma reserva de emergência.
Pagar só o mínimo parece uma boa saída para pagar menos na fatura do mês, mas isso ativa os temidos juros rotativo, que estão entre os mais altos do mercado. Assim, a sua dívida cresce bem mais rápido.
Leia também: Quais dívidas pagar primeiro? Veja 4 dicas na hora de quitar suas dívidas
Muitas vezes, as dívidas surgem simplesmente por falta de planejamento e organização financeira: não acompanhar os gastos, não anotar as compras e não ter certeza do quanto se pode gastar no mês.
Cinco hábitos concentram a maior parte dos casos: gastar mais do que se ganha, aproveitando o limite alto do cartão; parcelar demais, somando compras que juntas pesam no orçamento; recorrer ao cartão em emergências, sem uma reserva financeira; pagar só o mínimo da fatura, o que ativa o rotativo automaticamente; e a falta de organização financeira no dia a dia.
Esses fatores aparecem também nas pesquisas mais amplas sobre as causas e tipos de endividamento no Brasil, onde o cartão lidera como o tipo de dívida mais comum entre os inadimplentes.
O rotativo do cartão de crédito é a linha mais cara do sistema financeiro brasileiro, com taxa média de 432,1% ao ano em abril de 2026, segundo o Banco Central. A Lei 14.690/2023 limita os juros e encargos totais a 100% do valor original da dívida, mas isso não torna o rotativo barato, apenas evita que ele dobre indefinidamente.
Além dos juros, incidem o IOF (0,38% fixo mais 0,0082% ao dia) e, dependendo do cartão, tarifas de anuidade, saque e avaliação emergencial de crédito quando o limite é estourado.
Modalidade | Taxa média | Indicação |
|---|---|---|
Rotativo do cartão | 432,1% a.a. | Evitar sempre que possível |
Parcelamento da fatura | cerca de 180% a 200% a.a. | Quando não dá para quitar à vista |
Empréstimo com garantia de imóvel | a partir de 1,09% a.m. + IPCA | Para consolidar dívidas grandes |
Como mencionamos, a dívida no cartão de crédito, muitas vezes, surge por conta das altas taxas -- que podem se tornar uma dor de cabeça se você não entender como elas funcionam. Por isso, para que você conheça os juros desse tipo de crédito, separamos os principais abaixo.
Anuidade: é uma tarifa cobrada todo ano para você usar o cartão e ter acesso aos serviços oferecidos, como programas de pontos e benefícios. Alguns cartões não cobram esta taxa.
Saque: aquele dinheiro que você saca direto do cartão, no caixa eletrônico, vem com uma tarifa. Para piorar, ele já começa a contar juros desde o dia do saque.
Pagamento de contas: se você usa o cartão para pagar boletos ou outras contas, saiba que algumas empresas cobram uma taxa extra por esse serviço.
Avaliação emergencial de crédito: se você estoura o limite do seu cartão e a operadora libera a compra mesmo assim, provavelmente vão te cobrar uma tarifa por isso.
Juros do rotativo, multas e IOF: aqui está o maior perigo. Se você paga só o mínimo da fatura ou atrasa, o crédito rotativo entra em ação. Ele tem um dos juros mais altos do mercado, além de multa, encargos e impostos, como o IOF, embutidos.
Primeiro, some o valor da fatura, os juros e qualquer parcelamento em aberto para saber exatamente quanto você deve. Depois, evite novas compras no cartão até reorganizar as contas.
Em seguida, tente renegociar direto com a operadora: o parcelamento da fatura costuma ter taxa bem menor que o rotativo. Se a dívida for grande ou envolver vários credores, considere a consolidação de dívidas, trocando tudo por uma única parcela mais barata.
Por fim, depois de quitar o cartão, monte uma reserva de emergência para não recorrer a ele no próximo imprevisto.
Para quem tem um imóvel próprio, o empréstimo com garantia de imóvel do Banco Bari costuma ser a forma mais barata de quitar dívidas de cartão. As taxas partem de 1,09% a.m. + IPCA, com prazo de até 240 meses, uma fração dos 432,1% ao ano cobrados no rotativo.
Na modalidade do Bari, você não recebe todo o crédito de uma vez: fica com um saldo pré-aprovado de até 60% do valor do imóvel e só paga juros pelo que realmente usar. Isso permite quitar o cartão de uma só vez, trocando parcelas e juros abusivos por uma única parcela que cabe no seu bolso.
Se a fatura do cartão já virou uma bola de neve, trocar o rotativo pelo empréstimo com garantia de imóvel do Banco Bari pode reduzir o custo da dívida em mais de 90%. Faça uma simulação gratuita e descubra o novo valor da sua parcela.
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1.Existe um limite para os juros do rotativo do cartão?
Sim, a Lei 14.690/2023 limita os juros e encargos totais a 100% do valor original da dívida.
2. Vale a pena trocar a dívida do cartão por um empréstimo com garantia de imóvel?
Sim, para quem tem imóvel próprio, já que as taxas partem de 1,09% a.m. + IPCA, bem abaixo do rotativo.
3. Quem está com o nome negativado pode contratar esse empréstimo?
Sim, a análise considera principalmente o valor do imóvel dado em garantia, e não apenas o histórico de crédito.
4. Renegociar direto com a operadora do cartão é uma boa opção?
Pode ser, para dívidas menores. Para valores altos, a consolidação da dívida com o empréstimo com garantia de imóvel costuma ser mais eficiente.