Empréstimo e financiamento são produtos de crédito distintos: no empréstimo, o dinheiro não tem destinação obrigatória; no financiamento, o recurso é vinculado a um bem específico. Entenda as diferenças de juros, garantias e quando cada um é mais vantajoso.
Estes produtos financeiros apresentam características, custos e finalidades bastante diferentes. Entender essa distinção é fundamental para tomar a melhor decisão de crédito e não pagar mais caro do que o necessário.
Em março de 2026, o mercado de financiamentos imobiliários movimentou R$ 18,5 bilhões, o 4º maior volume da história, com crescimento de 53,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados da ABECIP. Ao mesmo tempo, o crédito pessoal e os empréstimos sem garantia continuam sendo as modalidades mais contratadas pelos brasileiros no dia a dia.
Com a taxa Selic em 14,5% ao ano (dados de junho de 2026) escolher o produto de crédito certo pode significar economizar dezenas de milhares de reais ao longo do tempo.
Neste artigo, vamos explicar de maneira simples qual é a diferença entre empréstimo e financiamento, como cada um funciona e em quais situações eles são mais indicados. Dessa forma, você poderá avaliar qual opção faz mais sentido para os seus objetivos. Acompanhe!
O financiamento imobiliário, regulamentado principalmente pela Lei n.º 9.514/1997, é uma modalidade de crédito destinada à compra de imóveis — sejam eles residenciais, comerciais, novos ou usados. Nessa operação, o banco ou instituição financeira empresta o valor necessário para a compra, e a propriedade passa a ser a garantia do contrato.
Uma característica importante desse tipo de financiamento é a exigência de uma entrada: ou seja, a pessoa precisa pagar uma parte do valor do imóvel no ato da compra. Esse percentual varia conforme o preço do imóvel e a política de cada instituição financeira, mas costuma girar em torno de 20% a 30% do preço da propriedade.
A principal vantagem do financiamento imobiliário está no prazo estendido para pagamento, que pode chegar a décadas. Isso permite que as parcelas fiquem mais acessíveis, facilitando o sonho da casa própria ou a compra de imóveis comerciais.
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Para entender como funciona um financiamento imobiliário, é preciso ter em mente que existem diferentes modalidades, cada uma com condições que variam conforme o tipo de imóvel, o perfil da pessoa compradora e as regras do banco ou instituição financeira.
Para identificar a melhor opção, o ideal é realizar simulações em diferentes bancos e comparar o Custo Efetivo Total (CET) — indicador que reúne todos os custos e despesas da operação de crédito, permitindo ter uma visão real do valor final a ser pago.
Outro ponto fundamental é o valor da entrada, que geralmente corresponde de 20% a 40% do preço do imóvel. Por exemplo, em um apartamento de R$ 300 mil, a entrada pode variar de R$ 60 mil a R$ 120 mil. Esse é um dos principais diferenciais em relação ao empréstimo com garantia de imóvel, no qual não há exigência de entrada.
Por fim, é importante lembrar que, até a quitação total do contrato, o imóvel permanece alienado ao banco. Isso significa que a pessoa proprietária não pode vendê-lo ou transferir a posse sem autorização da instituição financeira.
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O empréstimo com garantia de imóvel, também chamado de Home Equity, é uma modalidade de crédito na qual a pessoa oferece uma propriedade como segurança para obter um valor emprestado do banco.
É possível conseguir até 60% do valor de mercado do bem em crédito, com juros mais baixos e prazos maiores do que em outras linhas tradicionais. Essa operação é regulamentada pela Lei n.º 9.514/1997, que trata da alienação fiduciária de propriedades.
Na prática, isso significa que, enquanto o contrato estiver ativo, o imóvel permanece no nome da pessoa proprietária, mas fica vinculado à instituição financeira como garantia do pagamento da dívida.
No empréstimo com garantia de imóvel, a grande diferença em relação ao financiamento imobiliário é a liberdade de uso: enquanto o financiamento é exclusivo para a compra de um imóvel, no Home Equity o dinheiro é liberado para a pessoa solicitante, que pode decidir como aplicá-lo.
Assim como no financiamento, a instituição financeira faz uma análise de crédito do(a) solicitante e uma avaliação do imóvel. O imóvel permanece em nome da pessoa proprietária, mas fica alienado ao banco até a quitação da dívida.
Outro ponto em comum com o financiamento é o prazo estendido. No Home Equity, é possível pagar em até 20 anos, tornando as parcelas mais acessíveis e evitando sobrecarga no orçamento.
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Como vimos, empréstimos e financiamentos são modalidades bem diferentes. O financiamento é indicado para quem deseja comprar um imóvel e precisa de uma linha de crédito específica para essa finalidade.
Já o empréstimo com garantia de imóvel é mais flexível, por permitir usar o dinheiro em diferentes objetivos, como abrir um negócio, investir em educação ou reorganizar suas finanças.
Dessa forma, a melhor escolha depende do seu momento de vida, das suas necessidades e dos projetos que pretende realizar. Por isso, antes de decidir, pesquise, compare taxas, analise prazos e faça simulações.
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No empréstimo, o dinheiro é creditado na conta do cliente sem destinação obrigatória; no financiamento, o recurso vai diretamente para aquisição de um bem específico, que geralmente serve como garantia da operação.
De forma geral, o empréstimo com garantia de imóvel tende a ter juros menores. Isso acontece porque ele está atrelado a um bem que serve como garantia para a operação, reduzindo o risco para o banco. Enquanto isso o juros do financiamento possui uma taxa de juros é definida com base em diversos fatores, como a Taxa Selic, o risco de inadimplência da operação, os custos administrativos da instituição e sua margem de lucro o que pode encarecer a concessão do credito
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