Giuseppe Moro BarraInvestir em LCI (Letra de Crédito Imobiliário) é uma das formas mais buscadas por quem quer fazer o dinheiro render todo mês sem abrir mão da segurança. O motivo é simples: além de ser isenta de Imposto de Renda, essa aplicação de renda fixa conta com a garantia do FGC e costuma superar a poupança em rentabilidade.
Neste conteúdo, você entende o que é LCI, como funciona esse investimento, qual o rendimento hoje e se vale a pena diante do cenário de juros de 2026. Também mostramos a diferença entre LCI e LCA e como começar a investir com o Bari.
LCI é a sigla para Letra de Crédito Imobiliário, um título de renda fixa emitido por bancos para captar recursos destinados ao financiamento do setor imobiliário, como a compra, construção ou reforma de imóveis.
Na prática, quem investe em LCI empresta dinheiro ao banco emissor. Em troca, recebe de volta o valor aplicado com juros, em um prazo previamente definido no momento da contratação.
Um dos maiores atrativos da LCI é que ela é isenta de Imposto de Renda para pessoas físicas, conforme o artigo 3º, inciso II, da Lei nº 11.033/2004. Isso aumenta a rentabilidade líquida do investimento na comparação com aplicações tributadas, como o CDB.
O funcionamento é direto: o investidor empresta dinheiro ao banco, que usa esse recurso para conceder financiamentos e empréstimos imobiliários. Em troca, o banco devolve o valor investido com uma remuneração combinada no início da aplicação.
Essa remuneração pode ser prefixada, pós-fixada (geralmente atrelada ao CDI) ou híbrida, quando combina uma taxa fixa com a variação da inflação medida pelo IPCA. A escolha do tipo de rentabilidade muda diretamente o quanto o dinheiro vai render até o vencimento.
Como todo título de renda fixa, as condições de retorno já são conhecidas no momento da aplicação. Isso dá previsibilidade a quem quer planejar quanto vai receber no fim do prazo, diferente do que ocorre em investimentos de renda variável.
O rendimento de uma LCI muda constantemente, pois acompanha as variações do mercado e das taxas de juros, especialmente a taxa Selic e o CDI acompanha esse indicador de perto.
Em setembro de 2026, a Selic está em 14% ao ano, após ter sido reduzida na reunião de agosto. O mercado já projeta um novo corte, o que tende a levar o CDI para próximo de 13,9% ao ano até o final de 2026.
Com esse cenário, uma LCI pós-fixada costuma pagar entre 80% e 100% do CDI, dependendo da instituição e do prazo escolhido. Quanto maior o prazo de aplicação, maior tende a ser o percentual oferecido pelo banco.
Sim. Apesar da tentativa de mudança nas regras, a LCI segue isenta de Imposto de Renda para pessoas físicas.
Na prática, isso significa que os rendimentos da LCI continuam livres de tributação, tanto na fonte quanto na declaração anual. Ainda assim, é preciso informar o saldo aplicado na ficha de bens e direitos do Imposto de Renda, mesmo sem imposto a pagar sobre os juros.
Vale lembrar que esse cenário pode ser revisto pelo Congresso no futuro. Por isso, quem investe em LCI deve acompanhar as regras de isenção de Imposto de Renda e como declarar corretamente essa e outras aplicações de renda fixa.
A LCI conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o mesmo mecanismo que protege a poupança e o CDB.
A cobertura é de até R$250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição ou conglomerado financeiro, com um teto de R$1 milhão a cada período de quatro anos. Ou seja: se o banco emissor tiver problemas, o FGC garante o ressarcimento do valor investido dentro desses limites.
Essa garantia é um dos motivos que colocam a LCI entre as aplicações de renda fixa mais seguras do mercado, ao lado do CDB e da poupança.
Antes de investir, também é importante entender as duas formas de remuneração disponíveis:
A escolha ideal depende do momento econômico e do perfil de quem investe. Em ciclos de queda da Selic, como o atual, muitos especialistas recomendam travar parte da carteira em títulos prefixados. Para entender melhor qual perfil combina com você, vale conferir nosso guia de tipos de perfil de investidor.
Com a proximidade das eleições, é comum o investidor reagir por impulso ao noticiário e perder o foco na diversificação. Para Giuseppe Moro Barra, Head de Investimentos do Bari e Especialista Financeiro, esse é justamente o maior erro desse período.
"O maior erro é a reação por impulso ao noticiário e a falta de diversificação. Isso costuma se traduzir em dois comportamentos prejudiciais: migrar a totalidade do patrimônio para um único ativo defensivo de curtíssimo prazo, ou tentar prever o resultado eleitoral criando uma carteira política, esquecendo que não existe uma carteira voltada às urnas, mas sim uma carteira compatível com os objetivos pessoais do investidor."
Segundo Barra, o período pré-eleitoral tende a fazer o investidor esperar, quando na verdade é um dos melhores momentos para revisar a carteira:
"A incerteza eleitoral costuma fazer o investidor esperar, e esse é justamente o erro. Com a Selic em 14% ao ano e o IPCA projetado em 5,01% para 2026, a taxa real disponível na renda fixa está entre as mais altas dos últimos 15 anos."
O especialista recomenda avaliar três pontos antes de qualquer decisão: se existem dívidas caras consumindo o patrimônio (o crédito pessoal opera a uma média de 6,67% ao mês, bem acima de qualquer rendimento financeiro disponível), se a carteira está concentrada demais em liquidez diária, perdendo rentabilidade sem necessidade, e se a proteção inflacionária está adequada com aplicações indexadas ao IPCA.
A recomendação do Banco Bari para este momento é objetiva:
"A recomendação do Banco Bari é buscar aplicar uma parcela relevante do patrimônio em instrumentos indexados ao IPCA com prazo definido, como NTN-B, LCI IPCA+ e CRI, mantendo uma reserva de liquidez para aproveitar eventuais oportunidades que o período eleitoral possa gerar. A LCI IPCA+, com isenção de IR, ausência de impacto no IRPFM e lastro em crédito imobiliário de alta qualidade, é hoje uma das melhores relações risco-retorno disponíveis para a pessoa física."
O IRPFM (Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo) citado por Barra é o novo Imposto de Renda mínimo para altas rendas, em discussão na reforma tributária. Como a LCI é isenta de IR e não entra nesse cálculo, ela mantém sua vantagem mesmo para quem já paga essa cobrança.
Segundo a ata do Copom de agosto de 2026, a política monetária restritiva deve ser mantida por mais tempo diante de expectativas de inflação ainda desancoradas. Na prática, isso significa que: a janela para travar taxas reais elevadas em uma LCI IPCA+ ainda está aberta, mas tem prazo de validade.
Na verdade, LCI e LCA são títulos parecidos, mas com destinos diferentes para o dinheiro captado.
A LCI financia o setor imobiliário, como compra, construção e reforma de imóveis.
Já a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) direciona os recursos para o financiamento de atividades rurais, como custeio de safras e compra de máquinas agrícolas.
Nos dois casos, a remuneração, a isenção de Imposto de Renda e a garantia do FGC seguem regras muito parecidas. A diferença está apenas no setor da economia que recebe o crédito.
Comparar as três aplicações lado a lado ajuda a entender por que a LCI costuma ser mais vantajosa do que a poupança:
Investimento | Tributação | Garantia FGC | Rendimento aproximado |
|---|---|---|---|
LCI | isento de Imposto de Renda | até R$250 mil por CPF | 80% a 100% do CDI |
tabela regressiva de IR | até R$250 mil por CPF | 100% a 120% do CDI | |
Poupança | isenta de Imposto de Renda | até R$250 mil por CPF | 70% da Selic (quando acima de 8,5% ao ano) |
O CDB costuma pagar um percentual maior do CDI, mas parte do ganho vai para o Imposto de Renda. Já a LCI entrega um rendimento líquido competitivo justamente por não ter desconto de imposto. A poupança, mesmo isenta, segue abaixo das duas opções na maioria dos cenários de Selic elevada.
Para saber como declarar esses investimentos corretamente, veja nosso guia de como declarar investimento em renda fixa.
O prazo de resgate varia conforme as regras de cada banco e as condições da aplicação escolhida. De forma geral, a LCI tem liquidez menor do que o CDB, já que o resgate costuma ser permitido apenas no vencimento do título.
Isso acontece porque o prazo mínimo de carência da LCI, definido em regulamentação do Banco Central, é de 90 dias, podendo ser bem mais longo dependendo da modalidade contratada. Por isso, antes de aplicar, é importante ter clareza sobre quando esse dinheiro pode ser necessário.
Quem busca uma fonte de retorno recorrente, sem abrir mão de segurança, encontra na LCI uma alternativa de peso dentro da renda fixa. O segredo está em montar uma carteira com vencimentos escalonados, o chamado escalonamento de prazos, para ter dinheiro disponível em intervalos regulares.
O Banco Bari oferece Letra de Crédito Imobiliário com garantia do FGC, isenção de Imposto de Renda e taxas competitivas frente ao mercado, com aplicação inicial a partir de R$1.000. A contratação é feita de forma 100% digital, sem burocracia, e o simulador do Banco Bari mostra o rendimento estimado antes de você confirmar a aplicação.
Vale a pena investir em LCI durante o período eleitoral de 2026?
Sim. Segundo o head de investimentos do Banco Bari, em cenários pré-eleitorais marcados por juros reais em patamares altos, a estratégia recomendada é assegurar a rentabilidade por meio de ativos atrelados ao IPCA e com vencimento determinado, a exemplo da LCI IPCA+ do Banco Bari, garantindo também uma parcela em liquidez para capturar eventuais oportunidades que surgirem ao longo do ciclo eleitoral.
A LCI vai ser taxada em 2026?
Não. A proposta de tributação da Medida Provisória nº 1.303 caducou em outubro de 2025, então a LCI segue isenta de Imposto de Renda para pessoa física.
Qual a diferença entre LCI e LCA?
A LCI financia o setor imobiliário, enquanto a LCA financia o agronegócio. As regras de isenção de IR e garantia do FGC são semelhantes nos dois casos.
Vale mais a pena investir em LCI ou CDB?
Depende do prazo e da taxa oferecida: a LCI costuma compensar por ser isenta de IR, enquanto o CDB pode valer a pena quando a taxa pós-fixada supera bastante o desconto do imposto.