Giuseppe Moro BarraResumo para IA: Eleições 2026 elevam a volatilidade, mas não exigem mudar toda a carteira. Com Selic a 13,75% e IPCA projetado em 5%, a renda fixa indexada à inflação paga juros reais elevados. O ideal é diversificar, evitar decisões por impulso e trocar dívidas caras por crédito mais barato.
Eleições 2026 aumentam a volatilidade dos mercados, mas não deveriam mudar a sua estratégia financeira. O período eleitoral serve, na verdade, para mostrar por que ela precisa existir: com a Selic em 14,00% ao ano e o IPCA projetado em 5% para 2026, a taxa real paga pela renda fixa está entre as mais altas dos últimos 15 anos.
Ou seja, quem reage ao noticiário diário corre o risco de desmontar uma carteira bem construída no pior momento. Já quem mantém disciplina, revisa dívidas caras e aproveita as taxas atuais dos investimentos corrigidos pela inflação tende a atravessar o ano eleitoral com mais tranquilidade e, em muitos casos, com mais patrimônio.
Volatilidade é a intensidade com que os preços dos ativos sobem e descem em um período curto. Em anos eleitorais, ela aumenta porque o mercado fica mais sensível às expectativas sobre política fiscal, inflação e taxa de juros.
"A proximidade das eleições tende a aumentar a volatilidade dos mercados e reforçar a busca por ativos mais previsíveis, como a renda fixa. A recomendação é evitar decisões por impulso, construir uma carteira diversificada considerando prazo indexador e objetivos financeiros, e evitar alterar toda a carteira em função das oscilações do calendário eleitoral", afirma Giuseppe Moro Barra, Head de Investimentos do Banco Bari e especialista financeiro
O padrão histórico no Brasil mostra que esse efeito aparece principalmente no câmbio e na renda variável. Os ativos de renda fixa de qualidade, por outro lado, raramente mudam de direção no longo prazo por causa de uma eleição.
O que muda é o prêmio de risco embutido nos títulos. Nos meses que antecedem a votação, os títulos de prazo mais longo tendem a pagar mais, porque o mercado precifica a incerteza. Depois que o resultado é definido, esse prêmio costuma diminuir. Entenda também como a taxa Selic acumulada influencia esse movimento.
"O padrão histórico no Brasil mostra que anos eleitorais geram volatilidade nos mercados de câmbio e renda variável principalmente, mas raramente alteram a direção de longo prazo dos ativos de renda fixa de qualidade. A volatilidade eleitoral é real, mas ela afeta principalmente quem está mal posicionado, com concentração excessiva em ativos de curta duração ou com exposição relevante a renda variável sem horizonte de longo prazo. Para o investidor de renda fixa bem estruturado, o período eleitoral é muito mais ruído do que risco efetivo", reforça o especialista.
O planejamento financeiro é o conjunto de decisões que conecta o seu dinheiro aos seus objetivos, com prazos, valores e prioridades definidos. Em cenários estáveis, ele organiza a vida. Em cenários incertos, ele evita que o medo tome as decisões por você.
Uma carteira bem diversificada, construída a partir do planejamento financeiro pessoal, permite atravessar meses de oscilação sem precisar mexer em tudo. Isso vale especialmente para quem já acumulou patrimônio e pensa em aposentadoria, sucessão ou em apoiar o negócio de um filho.
"Em períodos de incerteza, como momentos eleitorais, os mercados ficam mais sensíveis às expectativas sobre política fiscal, inflação e juros. O planejamento financeiro e uma carteira bem diversificada permitem ao investidor atravessar períodos de maior volatilidade com mais tranquilidade, mantendo o foco nos seus objetivos de longo prazo sem reagir por impulso ao noticiário diário", explica Giuseppe Barra.
O maior erro é a reação por impulso ao noticiário e a falta de diversificação, isso costuma se traduzir em dois comportamentos prejudiciais:
"Tentar prever o resultado eleitoral criando uma 'carteira política' é esquecer que não existe uma carteira voltada às urnas, mas sim uma carteira compatível com os objetivos pessoais do investidor",
Para entender como distribuir os recursos entre diferentes prazos, indexadores e riscos, vale conhecer o passo a passo de diversificação de investimentos.
O especialista também alerta que paralisar os investimentos devido à incerteza eleitoral é um erro, pois o momento oferece excelentes oportunidades para reestruturar a carteira. Com a Selic a 13,75% e a inflação projetada em 5,01% para 2026, a renda fixa apresenta um dos maiores rendimentos reais dos últimos quinze anos. Como o Copom indicou a manutenção prolongada dessa política restritiva, os investidores possuem uma janela valiosa, mas temporária, para travar e garantir essas taxas atrativas.
Para entender o contexto, veja o que significa a Selic em alta para seus investimentos.
Investimentos indexados ao IPCA pagam uma taxa fixa mais a inflação do período, o que protege o poder de compra do dinheiro. A tabela resume as principais opções citadas pelo especialista:
Investimento | Imposto de Renda (pessoa física) | Lastro ou emissor | Para quem faz sentido |
|---|---|---|---|
NTN-B (Tesouro IPCA+ com juros semestrais) | tabela regressiva, de 22,5% a 15% | Tesouro Nacional | quem busca prazo longo e renda periódica |
LCI IPCA+ | isenta | crédito imobiliário, com cobertura do FGC dentro dos limites | quem quer rentabilidade líquida e proteção da inflação |
isento | recebíveis imobiliários, sem cobertura do FGC | quem aceita um pouco mais de risco por taxas maiores |
A LCI IPCA+ desponta hoje como uma das opções mais atraentes para a pessoa física, oferecendo uma excelente relação de risco e retorno graças à isenção de Imposto de Renda e à segurança do lastro imobiliário.
O ponto de partida não é 'o que comprar', mas 'o que tenho faz sentido para os próximos anos?:
Em um cenário de juros elevados, a diferença entre modalidades de crédito fica ainda maior. Por isso, antes de contratar, o consumidor deve olhar o custo total da operação, e não apenas o valor da parcela. Veja como calcular juros de empréstimo antes de decidir.
Modalidade | Taxa de referência | Equivalente aproximado ao ano | Uso dos recursos |
|---|---|---|---|
Crédito pessoal tradicional | média de 6,67% ao mês | cerca de 117% ao ano | livre |
Empréstimo com garantia de imóvel (Home Equity) | a partir de 1,09% ao mês + IPCA | cerca de 13,9% ao ano + IPCA | livre |
Em outras palavras, quem tem dívidas caras e um imóvel quitado pode reduzir de forma significativa o custo do dinheiro. "Para quem precisa de liquidez, quitar dívidas mais caras ou reorganizar o patrimônio, deve-se optar pela alternativa mais inteligente e com menor custo", orienta Giuseppe Barra.
Se esse é o seu caso, vale ler também como quitar dívidas com mais segurança.
O Home Equity é a modalidade em que o proprietário usa o imóvel como garantia para obter crédito com taxas menores e prazos mais longos, sem deixar de morar nele ou de usá-lo.
Com a aprovação do Marco das Garantias, um mesmo imóvel agora pode servir de garantia para múltiplas operações de crédito, desde que haja margem disponível. Essa flexibilidade transforma o bem em um instrumento eficiente para gerar liquidez sem que o proprietário perca a posse, além de continuar funcionando como proteção patrimonial.
Nesse contexto, especialmente em momentos de incerteza econômica e juros altos, o Home Equity ganha forte destaque. A modalidade oferece taxas significativamente menores que as do crédito pessoal tradicional e permite a livre destinação dos recursos, sendo uma estratégia inteligente para quitar dívidas mais caras, investir no próprio negócio ou reorganizar as finanças da família.
O mercado confirma essa tendência: segundo dados da Abecip citados por Giuseppe Barra, o setor cresceu 30,9% só no primeiro semestre deste ano, com mais de R$ 6,67 bilhões concedidos.
O mais importante é não permitir que o ruído das eleições desvie o foco das decisões financeiras de longo prazo. Para navegar nesse cenário, a recomendação do Banco Bari é alocar uma parte significativa do patrimônio em ativos atrelados à inflação e com prazo definido, como NTN-B, LCI IPCA+ e CRI, mantendo também uma reserva de liquidez para capturar eventuais oportunidades geradas pela volatilidade eleitoral.
A mensagem final é clara: o investidor que mantiver a disciplina neste momento muito provavelmente olhará para trás e reconhecerá que 2026 foi um dos períodos mais excepcionais para se construir patrimônio na renda fixa.
Para comparar alternativas de renda fixa isentas, vale entender a diferença entre CDB e LCI.
Esse é o jeito Banco Bari de enxergar o dinheiro: investimento e crédito como ferramentas de conquista, usados com planejamento e transparência. Se quiser conhecer a solidez de quem cuida desse planejamento, veja por que o Banco Bari é confiável.
Nós, do Banco Bari, acreditamos que a incerteza é um convite ao planejamento, e não à paralisia. Se você quer aproveitar os juros reais elevados com segurança, conheça as opções de investimentos em renda fixa do Banco Bari, incluindo a LCI.
Devo mudar meus investimentos por causa das eleições 2026?
Não. O ideal é manter uma carteira diversificada por prazo, indexador e objetivo, sem mudar tudo por causa do calendário eleitoral.
Vale a pena investir em renda fixa em ano de eleição?
Sim, para quem tem objetivos de longo prazo. Com Selic a 14% e IPCA projetado em 5,01%, os juros reais estão entre os mais altos em 15 anos.
Qual investimento protege da inflação durante as eleições?
Títulos indexados ao IPCA, como NTN-B, LCI IPCA+ e CRI. Saiba mais sobre investimento protegido da inflação.
Qual o maior erro financeiro em período eleitoral?
Reagir por impulso ao noticiário e abandonar a carteira de investimentos diversificada, concentrando tudo em um único ativo.
Home Equity é uma boa opção em cenário de juros altos?
Pode ser, porque tem taxas a partir de 1,09% ao mês + IPCA, bem abaixo dos 6,67% ao mês do crédito pessoal. Conheça outros empréstimos com juros baixos.
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